O experimentalismo pedagógico regressou ao ME. Agora, chamam-lhe "sala de aula do futuro". Nem carteiras nem bancos, apenas "pufs", alunos deitados no chão, agarrados aos smartphones. Quanta arrogância pedagógica. Pergunto: Os pais dos alunos foram consultados? Deram autorização?
sábado, 9 de abril de 2016
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Mário Nogueira faz tiro ao alvo e o objetivo é abater David Justino e reforçar o controlo do CNE
Mário Nogueira, na sua coluna de opinião no Correio da Manhã, aponta o alvo a abater: David Justino, a quem acusa de ser ideólogo e o operacional da direita:
O antigo testamento desta "religião" dava pelo nome de Lei de Bases da Educação, data de 2004 e teve por mentor o então ministro David Justino. A lei, porém, não passou em Belém. Doze anos depois, fiel à sua obra, em sede partidária e em outras bem mais discutíveis, o ideólogo esforça-se por levar a sua avante e, nesse sentido, assume-se também como operacional. Fonte: aqui
A "religião" a que o dirigente comunista se refere é tudo aquilo que tenha que ver com a generalização dos exames nos finais de ciclo, valorização do mérito e do esforço no ensino e criação de vias de ensino que respondam à diversidade de interesses, capacidades e talentos dos jovens. Em resumo, tudo aquilo que Nuno Crato fez entre 2011 e 2015 e a coligação esquerdista desfez em pouco mais de dois meses, sempre sob a batuta do grande maestro que comenda a orquestra - melhor dizendo, o circo - , o homem que dirige a Fenprof há mais de duas décadas e se viu agora dotado de poder para mandar executar as orientações que o PCP entende dar ao Governo e ao ministro-procurador.
A esquerda teve, desde sempre, o controlo do Conselho Nacional da Educação. Sei do que falo: cumpri dois mandatos, o primeiro, nos anos 90 do século passado, em representação das associações pedagógicas, o segundo, entre 2012 e 2015, em representação do Governo.
A nomeação de David Justino para a presidência do CNE foi uma lufada de ar fresco. De repente, deixou de haver temas tabus e a produção editorial e dos pareceres transbordou das posições habituais impostas pela ortodoxia socialista e comunista, alargando-se a novas temáticas e a novas propostas para os problemas da educação.
A hegemonia esquerdista manteve-se mas enfraqueceu.
Quando Nuno Crato me disse que ia propor o meu nome para o CNE eu retorqui: "não se vale a pena porque o CNE é controlado hegemonicamente pela esquerda". Ele respondeu: "nunca foi tão pouco esquerdista como agora". E se alguma verdade havia nisso, em parte devia-se à forma como David Justino exerceu a liderança do CNE. Três meses depois de o Governo da Frente de Esquerda tomar posse, o ministro da educação nomeava os novos membros do CNE em representação do Governo, substituindo os anteriores. Não por acaso, todos eles de forte pendor esquerdista. Nesse preciso momento, David Justino tornou-se o alvo a abater tendo em conta o eterno objetivo dos esquerdistas que é o de controlarem o aparelho de estado e as instituições de caráter educativo, cultural e social. O controlo e domesticação das grandes empresas privadas vem depois mas isso é outra história que não cabe num espaço de opinião sobre educação.
Há quatro décadas que não víamos nada assim. Sabemos como acabou a revolução educativa dos anos do PREC, Se as mesmas causas tendem a produzir os mesmos efeitos, é fácil adivinhar onde vamos chegar. Basta ter a memória do PREC e do trabalho hercúleo que o ministro da educação Sottomayor Cardia teve para restaurar a ordem e o bom senso nas escolas para ficar com uma noção daquilo que será necessário fazer quando os desmiolados que tomaram conta do Ministério da Educação forem despedidos pelos eleitores. Até lá, muita destruição ficará pelo caminho.
domingo, 21 de fevereiro de 2016
Um ministro da educação que é contra a cultura do mérito e do esforço
Custa a crer que o ministro da educação do Governo da Frente de Esquerda tenha dito o que disse sobre os "malefícios de estudar para os exames". Mas disse. Falta saber quem lhe soprou ao ouvido tão grande disparate. As declarações de Mário Nogueira, o dirigente máximo da Fenprof, repetidas ao longo das duas últimas décadas - tantas quanto o sindicalista comunista leva ao comando da Fenprof - não deixam margem para dúvidas. Há completa consonância entre as palavras do ministro da educação e as repetidas declarações de Mário Nogueira. Lê-se e não se acredita que o ministro da educação tenha dito isto como justificação da reversão da política educativa seguida pelo anterior ministro da educação, Nuno Crato, entre 2011 e 2015.
Temos um Governo de procuração. A Fenprof não se limita a controlar os burocratas, coisa que faz com eficácia há várias décadas, e as agências de produção de burocracia, instaladas na Avenida 5 de Outubro, na Avenida 24 de Julho e na Praça de Alvalade. Agora, tem um procurador que governa em função da agenda comunista. Não é preciso esperar muito para ver regredir os avanços no combate ao abandono e insucesso escolar repetidamente evidenciados pelos relatórios internacionais da OCDE e do PISA. Alguém duvida que boa parte da redução do abandono escolar e do insucesso se deve à introdução dos exames no ensino básico? Quem conhece o mundo das escolas sabe que o simples facto de os alunos serem submetidos a exames introduz nos professores, nos alunos e nas famílias uma cultura de exigência, rigor e esforço que, por si só, permite ganhos significativos no desempenho escolar. Alguém duvida que a existência de exames e a divulgação dos resultados dos alunos e das escolas permitem o escrutínio público do trabalho desenvolvido por professores e dirigentes escolares e que esse escrutínio traz ganhos competitivos e gera informação que facilita a livre escolha das escolas?
Portugal arrisca-se a ter um ministro da educação que, para além de ignorante em matéria de educação, se limita a ser um procurador da Fenprof e do PCP.
Na educação como nas finanças e na economia, Portugal caminha rápido para o desastre guiado, em velocidade descontrolada, por um Governo de procuração condenado a executar as políticas que o PCP e o BE impõem a um PS que caiu nas mãos de um bando de oportunistas e irresponsáveis.
"Treinar para os exames é pernicioso e nocivo”. Tenho a “responsabilidade de intervir urgentemente na reparação de danos causados por uma política de “cultura da nota”, assente no “treino” e que fazia da escola, não uma “escola inclusiva e integradora, mas uma escola seletiva”.
Temos um Governo de procuração. A Fenprof não se limita a controlar os burocratas, coisa que faz com eficácia há várias décadas, e as agências de produção de burocracia, instaladas na Avenida 5 de Outubro, na Avenida 24 de Julho e na Praça de Alvalade. Agora, tem um procurador que governa em função da agenda comunista. Não é preciso esperar muito para ver regredir os avanços no combate ao abandono e insucesso escolar repetidamente evidenciados pelos relatórios internacionais da OCDE e do PISA. Alguém duvida que boa parte da redução do abandono escolar e do insucesso se deve à introdução dos exames no ensino básico? Quem conhece o mundo das escolas sabe que o simples facto de os alunos serem submetidos a exames introduz nos professores, nos alunos e nas famílias uma cultura de exigência, rigor e esforço que, por si só, permite ganhos significativos no desempenho escolar. Alguém duvida que a existência de exames e a divulgação dos resultados dos alunos e das escolas permitem o escrutínio público do trabalho desenvolvido por professores e dirigentes escolares e que esse escrutínio traz ganhos competitivos e gera informação que facilita a livre escolha das escolas?
Portugal arrisca-se a ter um ministro da educação que, para além de ignorante em matéria de educação, se limita a ser um procurador da Fenprof e do PCP.
Na educação como nas finanças e na economia, Portugal caminha rápido para o desastre guiado, em velocidade descontrolada, por um Governo de procuração condenado a executar as políticas que o PCP e o BE impõem a um PS que caiu nas mãos de um bando de oportunistas e irresponsáveis.
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Manifesto por uma educação realista
Este espaço destina-se à publicação de textos sobre política educativa. É um espaço orientado para a defesa de uma educação realista. Chamo educação realista a uma educação equilibrada, assente no bom senso e na moderação, uma educação que recusa as utopias e olha com simpatia para as propostas que visam melhorar gradualmente a realidade que temos sem os desvarios dos projetos revolucionários. Pragmática e não utópica.
Este espaço compromete-se com a pedagogia personalista e olha para a sociedade como um conjunto de pessoas, cada uma com a sua própria individualidade e dignidade, e defende a primazia dos interesses do indivíduo e o primado da pessoa face ao coletivo.
Numa altura em que o projeto revolucionário da esquerda social-comunista assume contornos gramscianos de ocupação gradual de todo o espaço público e das instituições de caráter educativo, cultural e social, é cada vez mais necessário que surjam vozes, ainda que minoritárias e marginais, capazes de desconstruir e desocultar o discurso utópico, profundamente totalitário, embora mascarado de romantismo e igualitarismo, da esquerda revolucionária.
Este blogue é assumidamente um espaço de combate ao social-comunismo na educação e dá particular destaque à desocultação e desconstrução dos discursos neomarxistas, nas suas diferentes máscaras, na área da educação.
Numa altura em que o projeto revolucionário da esquerda social-comunista assume contornos gramscianos de ocupação gradual de todo o espaço público e das instituições de caráter educativo, cultural e social, é cada vez mais necessário que surjam vozes, ainda que minoritárias e marginais, capazes de desconstruir e desocultar o discurso utópico, profundamente totalitário, embora mascarado de romantismo e igualitarismo, da esquerda revolucionária.
Este blogue é assumidamente um espaço de combate ao social-comunismo na educação e dá particular destaque à desocultação e desconstrução dos discursos neomarxistas, nas suas diferentes máscaras, na área da educação.
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