terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Políticas educativas de Nuno Crato produziram excelentes resultados. O TIMSS e o PISA 2015 confirmam

Depois do TIMSS 2015, surge agora o PISA 2015. Mais evidências que mostram a eficácia das políticas educativas postas em prática por Nuno Crato:

Com 501 pontos a literacia científica, 498 a literacia em leitura e 492 em literacia a matemática, os alunos portugueses não só melhoraram face à última edição (2012), como ultrapassaram, pela primeira vez, a média dos países da OCDE, nas três áreas, de acordo com os resultados divulgados, esta terça-feira, pela organização. Aqui

A melhoria dos resultados deve-se, sobretudo, aos seguintes fatores:

Mais rigor, mais exigência e metas curriculares nacionais claras e bem hierarquizadas.

A marioneta da Fenprof que ocupa a penthouse da 5 de Outubro tem vindo a reverter todas as políticas responsáveis por esta espetacular melhoria dos resultados dos alunos portugueses de 15 anos de idade. As reversões em curso fazem temer o pior. Menos exames, mais facilitismo, objetivos de ensino mal definidos, pouco claros e menos rigorosos podem fazer regredir estes resultados, colocando Portugal, de novo, abaixo da média dos países da OCDE.

Bastou um ano de ocupação da 5 de Outubro pela marioneta da Fenprof para reverter tudo que de bom e eficaz se fez na Educação, entre 2010 e 2015.

O ensino vocacional foi votado ao ostracismo. Varrido do mapa. Proibido de se falar nele. A livre escolha das escolas pelos pais severamente limitada com a supressão dos contratos de associação. Os exames nacionais voltaram a ser mal vistos. As provas nacionais do 4º ano foram eliminadas. As metas curriculares passaram a ser um alvo a abater. Estão em processo de as substituírem por uns vagos referenciais com objetivos mal definidos e conteúdos escassamente hierarquizados. O absentismo docente voltou a atingir os níveis estratosféricos da primeira década do século XXI. Há agrupamentos com 3 professores para um único lugar. São cada vez mais os professores com horário zero. A confusão voltou às escolas e aos curricula. A canalha sindical voltou a controlar o sistema e as organizações, nada se pode fazer sem a aprovação dos parasitas sindicais. A seleção e a avaliação do desempenho dos professores voltou à estaca zero. A cultura do mérito e do esforço foi colocada num índex. O facilitismo, o deixa andar e o despesismo regressaram em força. Se as mesmas causas produzem os mesmos efeitos, é fácil de verificar que a canalha social comunista leva o país, de novo, para o abismo.

Os esquerdopatas vão inventar mil e uma desculpas para retirar o mérito às políticas educativas postas em prática pelo anterior Governo. Acusaram-no, meses a fio, de estar a destruir a Educação. Perseguiram, durante anos, Nuno Crato, insultando-o onde quer que ele estivesse, interrompendo os seus discursos com ameaças e insultos, fazendo de cada visita a uma escola um ordálio.

Sindicalistas calcorrearam o país, durante 4 anos, numa campanha organizada e paga pelos contribuintes de boicote a todas as iniciativas e visitas de Nuno Crato. Hoje, perante estes números, voltarão a mentir aos portugueses porque a mentira está na natureza da esquerdopatia.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Ensinar aborto a crianças de 10 anos de idade?

Os esquerdopatas preparam-se para levar a escola pública a um patamar mais elevado de loucura social construtivista: introduzir a educação sexual no pré-escolar (crianças dos 3 aos 6 anos de idade) e o tema do aborto no 5º ano de escolaridade (crianças de 10 anos de idade.)

Esta nova loucura experimentalista está a ser preparada pelo Ministério da Educação e pelo Ministério da Saúde e dá pelo nome de Referenciais de Educação para a Saúde.

"O Referencial da Educação para a Saúde está dividido em cinco grandes temas - Saúde Mental e Prevenção da Violência, Educação Alimentar, Atividade Física, Comportamentos Aditivos e Dependências e, finalmente, Afetos e Educação para a Sexualidade. Acerca deste último, o documento realça que a sexualidade faz parte do dia a dia e não pode ser confinado a uma disciplina; que é na escola" que se vivem alguns dos primeiros e mais impressivos sentimentos e emoções decorrentes do desenvolvimento sexual"; que "nos vários ambientes que a escola proporciona os alunos experimentam a sua sexualidade, quer seja nas suas brincadeiras, no estudo e nos namoros, mas também na relação com os docentes e trabalhadores".
Assim, propõe a discussão de assuntos relacionados com a sexualidade desde bem cedo, ainda no pré-escolar, nomeadamente "tomar consciência da identidade do género e dos papéis sociais"; "identificar diferentes papéis socioculturais em função do sexo"; "saber distinguir as diferentes expressões afetivas", "conhecer que existem mudanças físicas ao longo da vida", ou "identificar e respeitar a diversidade dos contextos familiares".
O subtema da maternidade e paternidade responsável admite que os alunos do 2. ciclo, ou seja, 5.º e 6.º anos, compreendam que comportamentos adotados pelos pais têm consequências no desenvolvimento do feto, identifiquem conceitos como gravidez, adoção, infertilidade e contraceção, e distingam entre interrupção voluntária e involuntária da gravidez.". Fonte: Aqui

Reparem na gravidade do que é dito: "os alunos [do pré-escolar e do ensino básico] experimentam a sua sexualidade...na relação com os docentes e trabalhadores".

Qual o objetivo de expor uma criança de 10 anos de idade à "distinção entre interrupção voluntária de gravidez e interrupção involuntária"? 

Por que razão não deixam as crianças ser crianças e as querem sujeitar precocemente aos problemas que afetam os jovens e adultos? 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

O professor de alto valor acrescentado


Os estudos mostram que há características comuns aos professores de qualidade que têm um impacto grande no aproveitamento escolar dos alunos e esse impacto do professor é tanto maior quanto menor é o nível socioeconómico dos alunos.

Desde a publicação do Coleman Report, há 50 anos, que os estudos vêm confirmando sucessivamente essa relação. Importa, por isso, saber quais são as características que fazem um professor de qualidade. Os estudos mostram que são, sobretudo, as competências verbais, o background educacional e a posse de “soft skills” que mais influência têm na melhoria do aproveitamento escolar dos alunos.

Os professores que sabem comunicar bem, que são resilientes, que envolvem eficazmente os encarregados de educação no processo educativo dos educandos, que mostram possuir elevados níveis de motivação e expetativas otimistas e realistas são os que mais se identificam com o perfil do professor de qualidade (Hanushek, E.A. (1971).

O professor de qualidade possui um conjunto de características que o distinguem do professor mediano e são essas características que fazem a diferença (Hanuseck, E. A., Kein, J. F., O`Brien. D. M. e Rivkin, S. G., 2005: 1): “Value-added modeling (VAM) to estimate school and teacher effects is currently of considerable interest to researchers and policymakers. Recent reports suggest that VAM demonstrates the importance of teachers as a source of variance in student outcomes. Policymakers see VAM as a possible component of education reform through improved teacher evaluations or as part of test-based accountability. They are intrigued by VAM because of the view that its complex statistical techniques can provide estimates of the effects of teachers and schools that are not distorted by the powerful effects of such noneducational factors as family background”.   

Se conseguirmos identificar com precisão aa características que distinguem o professor de qualidade do professor mediano, torna-se mais fácil agir no sentido de promover essas características nos professores que as não têm a aprofundá-las nos professores que as têm. Uma parte dessa intervenção centra-se na redefinição dos programas de formação inicial e contínua. Outra parte centra-se no reconhecimento do mérito criando mecanismos que acelerem a carreira dos professores que, de forma persistente e continuada, se encaixam no perfil do professor de qualidade.

A literatura sobre o valor acrescentado do professor qualidade aponta para se reconheça os resultados dos alunos em provas nacionais e internacionais como o fator que melhor contribui para avaliar o desempenho do professor. É o fator mais objetivo, mas simples de trabalhar e mais rigoroso se concordarmos que o professor de qualidade é aquele que faz os alunos aprender, sobretudo os que chegam à escola com algum tipo de desvantagem económica, social ou cultural.

O professor de qualidade é o professor que gera valor acrescentado na aprendizagem dos alunos (Mcaffrey, D. E., Lockwood, J. R., Koretz, D. M. e Hamilton,. L., 2001).  A construção de um perfil do professor de qualidade exige a definição de instrumentos capazes de medir esse valor acrescentado (Sanders, W. e Horn, Sandra (1994). A importância da definição do perfil de competências do professor de qualidade reside no facto de ser possível intervir no sentido da aquisição dessas competências por parte dos professores que as não possuem e do reforço e aprofundamento dessas competências por parte dos professores que as não têm.

Os modelos que visam medir o valor acrescentado do professor, isto é o impacto na aprendizagem provocado pelas características do professor – o valor que o professor acrescenta para além das capacidades do aluno, características da escola e ambiente familiar – permitem comparar o desempenho dos professores dentro da própria escola e entre escolas e constituem ferramentas importantes para avaliação do desempenho docente, a partir da qual se podem construir programas de formação focados no desenvolvimento de competências em falta. Essa avaliação é importante sobretudo porque a literatura científica reconhece o impacto que um professor de qualidade tem no aproveitamento escolar dos alunos e esse impacto pode medir-se a partir dos resultados dos alunos em provas nacionais e internacionais e a sua evolução ao longo do tempo. Professores de qualidade partilham certas características: capacidade de comunicação escrita e oral – os chamados “verbal skills”, expetativas elevadas mas realistas, motivação e resiliência. Ao invés, os professores com desempenho abaixo da média caracterizam-se pela falta destas características. Mais importante ainda: a literatura mostra que a variável “professor de qualidade” é a que mais impacto tem nos resultados escolares dos alunos. É verdade que há outros fatores, externos ao professor, com impacto nos resultados mas esses fatores estão habitualmente fora do nosso controlo: nível socioeconómico dos alunos, capacidades cognitivas dos alunos e ambiente familiar, por exemplo.

É interessante verificar que a literatura científica mostra que os professores de qualidade são identificados pela sua “performance” e não pela experiência passada ou pelos graus académicos (Hanushek, E. e  Rivkin, S., 2010) . Outro aspeto interessante que a literatura nos indica é que os professores de qualidade mantêm a sua eficácia e “performance” mesmo quando mudam de escola (McCaffrey, JR Lockwood, DM Koretz, LS Hamilton, 2003).

Dito isto, percebe-se melhor da importância da construção de um instrumento, devidamente validado, que permita identificar as características presentes e ausentes nos professores. Esse instrumento pode ser útil quer para empregadores e diretores de estabelecimentos de ensino quer para os próprios docentes que verão nele um instrumento de autoavaliação. 

Claro está que a marioneta da Fenprof que ocupa a 5 de Outubro está a milhas de distância de tudo isto, seguindo aliás a filosofia e a prática da canalha social comunista que abomina tudo que seja o reconhecimento do mérito.

Bibliografia
Eric A. Hanushek and Steven G. Rivkin (2010).  Generalizations about Using Value-Added Measures of Teacher Quality. Washington: The American Economic Review. American Economic Foundation
McCaffrey, JR Lockwood, DM Koretz, LS Hamilton (2003) Evaluating Value-Added Models for Teacher Accountability.  Monograph. ERIC
Koedel, C. e Betts. J. (2009).Does Student Sorting Invalidate Value-Added Models of Teacher Effectiveness? An Extended Analysis of the Rothstein Critique
McCaffrey, Daniel F.; Lockwood, J. R.; Koretz, Daniel M.; Hamilton, Laura S. (2001).  Evaluating Value-Added Models for Teacher Accountability. Monograph. RAND Corporation
Sanders, W. e Horn, Sandra (1994). “The Tenesse Value Added Assessment System: Mixed Model Methodology in Educational Assessment”. In Journal of Personal Evaluation in Education 8, 299-311
Hanushek, E.A. (1971). “Teacher characteristics and gains in student achievement: Estimation using microdata”. American Economic Review 60 (2), 280–288.
Hanushek, E.A. (1979). “Conceptual and empirical issues in the estimation of educational production functions”.Journal of Human Resources 14 (3), 351–388.
Hanushek, E.A. (1992). “The trade-off between child quantity and quality”. Journal of Political Economy 100(1), 84–117.
Hanushek, E.A. (1997). “Assessing the effects of school resources on student performance: An update”. Educational Evaluation and Policy Analysis 19 (2), 141–164.
Hanushek, E.A. (1999). “Some findings from an independent investigation of the Tennessee STAR experimente and from other investigations of class size effects”. Educational Evaluation and Policy Analysis 21 (2), 143–163.
Hanushek, E.A. (2003). “The failure of input-based schooling policies”. Economic Journal 113 (485), F64–F98.
Hanushek, E.A., Kain, J.F., O’Brien, D.M., Rivkin, S.G. (2005).. “The market for teacher quality”. Working Paper 11154. National Bureau of Economic Research, Cambridge, MA (February).
Hanushek, E.A., Kain, J.F., Rivkin, S.G. (2004). “Why public schools lose teachers”. Journal of Human Resources 39 (2), 326–354.
Hanushek, E.A., Luque, J.A. (2000). “Smaller classes, lower salaries? The effects of class size on teacher labor markets”. In: Laine, S.W.M., Ward, J.G. (Eds.), Using what We Know: A Review of the Research on Implementing Class-Size Reduction Initiatives for State and Local Policymakers. North Central Regional Educational Laboratory, Oak Brook, IL, pp. 35–51.
Hanushek, E.A., Pace, R.R. (1995). “Who chooses to teach (and why)?”. Economics of Education Review 1 (2), 101–117.
Hanushek, E.A., Rivkin, S.G. (1997). “Understanding the twentieth-century growth in U.S. school spending”. Journal of Human Resources 32 (1), 35–68.


Resultados de Matemática no 4º ano subiram e colocam Portugal à frente da Finlândia

Bem pode a marioneta da Fenprof que ocupa a penthouse da 5 de Outubro negar as evidências. Os números não enganam. Os resultados da matemática no 4º ano de escolaridade - TIMMS 2015 -  registaram aumento significativo colocando os alunos portugueses à frente dos finlandeses. 

O mesmo não aconteceu nas Ciências. Porquê? Porque na vigência do ex-ministro da educação, Nuno Crato, foram introduzidos exames nacionais a Matemática para os alunos do 4º ano e foram os exames que potenciaram a melhoria. Os alunos sentiram-se mais pressionados para estudar e os professores mais motivados para ensinar mais e melhor. Uns e outros investiram mais no ensino e na aprendizagem. Registe-se também o papel que as metas curriculares de matemática podem ter tido nesta melhoria, clarificando e hierarquizando mais e melhor os objetivos de ensino. Nada disto aconteceu com o Estado do Meio (Ciências) e talvez tenha sido por isso que os resultados nas Ciências não melhoraram.

Uma pessoa lê e não acredita que isto tenha sido dito por um ministro da educação: “É importante não treinar para os exames e isso é altamente pernicioso e até nocivo”,

A marioneta da Fenprof que ocupa a 5 de Outubro, logo que tomou posse, prontificou-se a acabar com os exames de matemática e português no 4º ano e a rever as metas curriculares. A marioneta não aprendeu nada. Faz o que a Fenprof lhe sopra ao ouvido. Entregou a política educativa à canalha sindical social comunista. É de esperar o pior.

Para saber mais sobre a deriva social comunista na educação, leia aqui.

sábado, 9 de abril de 2016

Arrogância pedagógica

O experimentalismo pedagógico regressou ao ME. Agora, chamam-lhe "sala de aula do futuro". Nem carteiras nem bancos, apenas "pufs",  alunos deitados no chão, agarrados aos smartphones. Quanta arrogância pedagógica. Pergunto: Os pais dos alunos foram consultados? Deram autorização?

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Mário Nogueira faz tiro ao alvo e o objetivo é abater David Justino e reforçar o controlo do CNE


Mário Nogueira, na sua coluna de opinião no Correio da Manhã, aponta o alvo a abater: David Justino, a quem acusa de ser ideólogo e o operacional da direita:


O antigo testamento desta "religião" dava pelo nome de Lei de Bases da Educação, data de 2004 e teve por mentor o então ministro David Justino. A lei, porém, não passou em Belém. Doze anos depois, fiel à sua obra, em sede partidária e em outras bem mais discutíveis, o ideólogo esforça-se por levar a sua avante e, nesse sentido, assume-se também como operacional. Fonte: aqui
A "religião" a que o dirigente comunista se refere é tudo aquilo que tenha que ver com a generalização dos exames nos finais de ciclo, valorização do mérito e do esforço no ensino e criação de vias de ensino que respondam à diversidade de interesses, capacidades e talentos dos jovens. Em resumo, tudo aquilo que Nuno Crato fez entre 2011 e 2015 e a coligação esquerdista desfez em pouco mais de dois meses, sempre sob a batuta do grande maestro que comenda a orquestra - melhor dizendo, o circo - , o homem que dirige a Fenprof há mais de duas décadas e se viu agora dotado de poder para mandar executar as orientações que o PCP entende dar ao Governo e ao ministro-procurador.

A esquerda teve, desde sempre, o controlo do Conselho Nacional da Educação. Sei do que falo: cumpri dois mandatos, o primeiro, nos anos 90 do século passado, em representação das associações pedagógicas, o segundo, entre 2012 e 2015, em representação do Governo. 

A nomeação de David Justino para a presidência do CNE foi uma lufada de ar fresco. De repente, deixou de haver temas tabus e a produção editorial e dos pareceres transbordou das posições habituais impostas pela ortodoxia socialista e comunista, alargando-se a novas temáticas e a novas propostas para os problemas da educação. 

A hegemonia esquerdista manteve-se mas enfraqueceu. 

Quando Nuno Crato me disse que ia propor o meu nome para o CNE eu retorqui: "não se vale a pena porque o CNE é controlado hegemonicamente pela esquerda". Ele respondeu: "nunca foi tão pouco esquerdista como agora". E se alguma verdade havia nisso, em parte devia-se à forma como David Justino exerceu a liderança do CNE. Três meses depois de o Governo da Frente de Esquerda tomar posse, o ministro da educação nomeava os novos membros do CNE em representação do Governo, substituindo os anteriores. Não por acaso, todos eles de forte pendor esquerdista. Nesse preciso momento, David Justino tornou-se o alvo a abater tendo em conta o eterno objetivo dos esquerdistas que é o de controlarem o aparelho de estado e as instituições de caráter educativo, cultural e social. O controlo e domesticação das grandes empresas privadas vem depois mas isso é outra história que não cabe num espaço de opinião sobre educação.

Há quatro décadas que não víamos nada assim. Sabemos como acabou a revolução educativa dos anos do PREC, Se as mesmas causas tendem a produzir os mesmos efeitos, é fácil adivinhar onde vamos chegar. Basta ter a memória do PREC e do trabalho hercúleo que o ministro da educação Sottomayor Cardia teve para restaurar a ordem e o bom senso nas escolas para ficar com uma noção daquilo que será necessário fazer quando os desmiolados que tomaram conta do Ministério da Educação forem despedidos pelos eleitores. Até lá, muita destruição ficará pelo caminho.



domingo, 21 de fevereiro de 2016

Um ministro da educação que é contra a cultura do mérito e do esforço

Custa a crer que o ministro da educação do Governo da Frente de Esquerda tenha dito o que disse sobre os "malefícios de estudar para os exames". Mas disse. Falta saber quem lhe soprou ao ouvido tão grande disparate. As declarações de Mário Nogueira, o dirigente máximo da Fenprof, repetidas ao longo das duas últimas décadas - tantas quanto o sindicalista comunista leva ao comando da Fenprof - não deixam margem para dúvidas. Há completa consonância entre as palavras do ministro da educação e as repetidas declarações de Mário Nogueira. Lê-se e não se acredita que o ministro da educação tenha dito isto como justificação da reversão da política educativa seguida pelo anterior ministro da educação, Nuno Crato, entre 2011 e 2015.


"Treinar para os exames é pernicioso e nocivo”. Tenho a “responsabilidade de intervir urgentemente na reparação de danos causados por uma política de “cultura da nota”, assente no “treino” e que fazia da escola, não uma “escola inclusiva e integradora, mas uma escola seletiva”.

Temos um Governo de procuração. A Fenprof não se limita a controlar os burocratas, coisa que faz com eficácia há várias décadas, e as agências de produção de burocracia, instaladas na Avenida 5 de Outubro, na Avenida 24 de Julho e na Praça de Alvalade. Agora, tem um procurador que governa em função da agenda comunista. Não é preciso esperar muito para ver regredir os avanços no combate ao abandono e insucesso escolar repetidamente evidenciados pelos relatórios internacionais da OCDE e do PISA. Alguém duvida que boa parte da redução do abandono escolar e do insucesso se deve à introdução dos exames no ensino básico? Quem conhece o mundo das escolas sabe que o simples facto de os alunos serem submetidos a exames introduz nos professores, nos alunos e nas famílias uma cultura de exigência, rigor e esforço que, por si só, permite ganhos significativos no desempenho escolar. Alguém duvida que a existência de exames e a divulgação dos resultados dos alunos e das escolas permitem o escrutínio público do trabalho desenvolvido por professores e dirigentes escolares e que esse escrutínio traz ganhos competitivos e gera informação que facilita a livre escolha das escolas?

Portugal arrisca-se a ter um ministro da educação que, para além de ignorante em matéria de educação, se limita a ser um procurador da Fenprof e do PCP.

Na educação como nas finanças e na economia, Portugal caminha rápido para o desastre guiado, em velocidade descontrolada, por um Governo de procuração condenado a executar as políticas que o PCP e o BE impõem a um PS que caiu nas mãos de um bando de oportunistas e irresponsáveis.