domingo, 15 de janeiro de 2017

Aforismos: para compreender a natureza e objetivo do esquerdismo

"Os esquerdistas, em permanente busca do fracasso, pensam que é o Estado que cria riqueza e ignoram que o Estado apenas distribui a riqueza criada pelas aptidões, vocações e esforço dos indivíduos. Os esquerdistas veem o Estado como um Robim dos Bosques com autorização e legitimidade moral para roubar e fazem-no usando a força bruta dos aparelhos repressivos. Quando os esquerdistas se perpetuam no poder, e o roubo é institucionalizado, resta aos indivíduos o empobrecimento e aos cidadãos uma lembrança ténue do que foi viver em liberdade."

"Os esquerdistas apresentam-se no espaço público com a arrogância intelectual de quem se julga moralmente superior ignorando que transportam aos ombros os 60 milhões de mortos provocados pelos regime comunista da ex-URSS, os 40 milhões de mortos provocados pelo maoismo na República Popular da China e os 800 mil mortos provocados, no Cambodja, pelos Kmers Vermelhos, revelando um padrão genocida que resulta da sua ação sempre que chegam ao poder".

"O totalitarismo está no ADN do esquerdismo porque este tem como programa e projeto fazer de cada necessidade um direito. Quanto mais necessidades forem criadas, e tendo como princípio que a uma necessidade corresponde um direito, mais se alarga e aprofunda o perímetro do Estado. Esse alargamento resulta sempre na redução da liberdade individual e na criação de dívida pública a pagar pelas futuras gerações com o objetivo de financiar um Estado garante dos direitos artificialmente criados."

"Há dois países a caminhar em sentidos opostos. Há os portugueses que vivem bem instalados sob a proteção do Estado e há os outros. Os primeiros anseiam prolongar até ao limite do possível uma despesa pública que lhes garanta os direitos adquiridos, ainda que à custa do empobrecimento geral do país e sacrifício das novas gerações, obrigadas a pagar uma despesa que não contraíram e a carregar aos ombros um Estado que os esmaga. Os segundos sobrevivem como podem, tentando fintar o Estado e os seus aparelhos repressivos, votando com os pés e criando riqueza, aqui ou lá fora, mais fora do que aqui, onde o Estado ainda permite ou tolera."

"Um político socialista é um ladrão com licença para roubar".

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Identidade e controlo

A conferencista, professora numa universidade pública, apresentou-se ao público como socióloga, multiculturalista dos sete costados, capaz de voar de projeto em projeto, ora aqui, ora em África, um dia talvez no Brasil.

Depois de dissertar sobre os malefícios dos rankings, dos exames nacionais, dos currículos centrados nos conteúdos, começou a zurzir na Cultural Ocidental, culpando o Ocidente de todos os crimes imagináveis, responsabilizando-o pela fome no Mundo, o trabalho infantil, as guerras, o racismo e o sexismo.

O público, composto por estudantes de mestrado na área das ciências sociais, exultava, partilhando do mesmo entusiasmo e da paixão pelo ativismo político que irradiava da conferencista. O entusiasmo contagiava. A conferencista estava ali para salvar o Mundo.

Depois, a conferencista centrou-se na questão da identidade nacional. E disse:

"eu não tenho identidade e passo muito bem sem ela. Nasci em Portugal, andei por meio Mundo, fiz parte de muitos projetos em África, cruzei-me com muita gente, deixei-me contagiar e, chegada aqui, a minha identidade é a soma de todas as identidades com que me cruzei. A minha identidade é forjada na luta contra as opressões e no repúdio pela cultural patriarcal que alimenta o domínio do homem branco."

Houve quem batesse palmas.

E a conferencista continuou:

"a escola tem um papel importante na luta contra a identidade nacional, o conceito de país, de Estado e de nação. É preciso que as novas gerações se afastem desses conceitos, os repudiem, e possam abraçar as novas identidades, feitas das lutas pela igualdade de género, inclusão social, igualdade e democracia participativa".

Choveram mais palmas.

"Quando os refugiados nos batem à porta, não devemos perguntar quem são nem de onde vêm. A resposta deles só pode ser uma: vimos da Terra, da Terra somos e a ela pertencemos. A nossa resposta só pode ser esta: acolhê-los a todos sem quaisquer limitações porque eles fogem das guerras e da miséria que o Ocidente promove em todo o Mundo!"

E a conferencista, cada vez mais entusiasmada, atinge o clímax:

"A identidade nacional conduz à guerra, alimenta a xenofobia e é fonte de opressão dos povos. Estes ensinamentos têm de ser integrados nos currículos, do pré-escolar às universidades, fomentando a consciência crítica e formando as novas gerações para o combate sem tréguas contra a identidade nacional, os valores Ocidentais e uma cultura que foi e é alimentada pela opressão".

Mais palmas. Por fim, a conferencista fica rodeada de dezenas de alunas, que a cumprimentam e elogiam, cada vez mais entusiasmadas.

Vim para casa e no caminho pus-me a pensar: a identidade nacional, as raízes culturais, a História estão sob ataque cerrado nas escolas e universidades.

A resposta a esse ataque reside na defesa de uma identidade nacional que se abra ao universalismo e à diversidade e se exerça com tolerância.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

A influência do ethos na melhoria dos resultados no TIMSS e no PISA 2015

Muito se tem escrito e falado sobre as causas da melhoria significativa dos resultados dos alunos portugueses no TIMSS 2015 e no PISA 2015. Os números não deixam margem para os negacionistas argumentarem, com factos e dados, pela ausência de influência das políticas executadas no quadro da vigência do anterior Governo (2011 a 2015). Ainda assim, alguns têm o descaramento de afirmar que as melhorias se devem apenas a políticas conduzidas entre 2000 e 2010. Outros vão ainda mais longe ao afirmarem que as políticas educativas de Nuno Crato (2011 a 2015) vão reverter os resultados em próximas avaliações internacionais. Incapazes de admitirem o óbvio, os esquerdopatas fazem o que sempre fizeram: mentir, negar a realidade, cavalgar uma realidade paralela.

Há uma variável que ainda não vi identificada por ninguém e que me parece ter tido uma enorme influência na melhoria dos resultados: o "ethos" das escolas.

O "ethos" define-se como sendo um conjunto de variáveis que compõem o clima, a missão, os valores e o ambiente de uma organização ou de um sistema. O "ethos" tem uma enorme influência no modo como as organizações operam e condiciona bastante os resultados.

Com Nuno Crato a comandar o Ministério da Educação o discurso, a linguagem e os valores mudaram. Essa mudança provocou a ira dos esquerdopatas acantonados nas escolas, universidades e nos media. Os esquerdopatas andaram décadas a desvalorizar o mérito, o esforço, o rigor, a competição e os resultados. A grande maioria dos professores que opera no sistema estatal foi endoutrinada nos valores da igualdade de resultados, pedagogia romântica, construtivismo social, educação lúdica e sem esforço. Os exames eram vistos como um fator de promoção da exclusão social e só a contragosto os professores e os diretores engoliram o regresso dos exames do nono ano sob a batura de um ministro da educação de centro-direita: David Justino.

Com Nuno Crato, chegou a defesa da cultura do mérito, da exigência, do esforço, das pedagogias que resultam, do reforço dos conteúdos e da criação de metas curriculares nacionais com objetivos e conteúdos claros e hirarquizados.

Professores, pais e alunos foram desafiados a prestar contas (exames nacionais no sexto ano e no quarto ano), as escolas foram pressionadas a melhorarem os resultados pelo efeito da divulgação dos rankings e do reforço da prestação de contas e de recompensas em créditos horários para as escolas que registaram maiores progressos.

O "ethos" mudara com Nuno Crato. Com a chegada do camarada Tiago à 5 de Outubro, o "ethos" da exigência e do rigor foi substituído pelo discurso politicamente correto da igualdade de resultados, da flexibilização dos currícula, do reforço do lúdico e das competências "soft" e do fim dos exames no quarto ano e no sexto ano. 

Não gostaram

O esquerdopata que edita O Muro das Lamentações  fez-me esta acusação:

E depois há os que dizem que tudo melhorou, mas pode piorar. Até o Ramiro Marques ressuscitou (lembram-se, aquele gajo muito lutador que apagou tudo o que tinha escrito anos a fio quando lhe deram umas migalhas na 5 de Outubro para implementar a porcaria do vocacional?). A vergonha escasseia.
Foi assim que eu respondi: 

Parece que este texto incomodou a turba social comunista:
Quanto à aceitação do tacho sobre ensino vocacional, de que me acusa o esquerdopata que edita o muro das lamentações, eu só pude aceitá-lo porque fui bem pago. É esse o raciocínio dos esquerdopatas. Para a canalha social comunista e o maoista retardado que edita O Meu Quintal não é possível trabalhar gratuitamente, que foi exatamente o que eu fiz com o Nuno Crato e também o que eu fiz com outros ministros da educação do passado. 

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Políticas educativas de Nuno Crato produziram excelentes resultados. O TIMSS e o PISA 2015 confirmam

Depois do TIMSS 2015, surge agora o PISA 2015. Mais evidências que mostram a eficácia das políticas educativas postas em prática por Nuno Crato:

Com 501 pontos a literacia científica, 498 a literacia em leitura e 492 em literacia a matemática, os alunos portugueses não só melhoraram face à última edição (2012), como ultrapassaram, pela primeira vez, a média dos países da OCDE, nas três áreas, de acordo com os resultados divulgados, esta terça-feira, pela organização. Aqui

A melhoria dos resultados deve-se, sobretudo, aos seguintes fatores:

Mais rigor, mais exigência e metas curriculares nacionais claras e bem hierarquizadas.

A marioneta da Fenprof que ocupa a penthouse da 5 de Outubro tem vindo a reverter todas as políticas responsáveis por esta espetacular melhoria dos resultados dos alunos portugueses de 15 anos de idade. As reversões em curso fazem temer o pior. Menos exames, mais facilitismo, objetivos de ensino mal definidos, pouco claros e menos rigorosos podem fazer regredir estes resultados, colocando Portugal, de novo, abaixo da média dos países da OCDE.

Bastou um ano de ocupação da 5 de Outubro pela marioneta da Fenprof para reverter tudo que de bom e eficaz se fez na Educação, entre 2010 e 2015.

O ensino vocacional foi votado ao ostracismo. Varrido do mapa. Proibido de se falar nele. A livre escolha das escolas pelos pais severamente limitada com a supressão dos contratos de associação. Os exames nacionais voltaram a ser mal vistos. As provas nacionais do 4º ano foram eliminadas. As metas curriculares passaram a ser um alvo a abater. Estão em processo de as substituírem por uns vagos referenciais com objetivos mal definidos e conteúdos escassamente hierarquizados. O absentismo docente voltou a atingir os níveis estratosféricos da primeira década do século XXI. Há agrupamentos com 3 professores para um único lugar. São cada vez mais os professores com horário zero. A confusão voltou às escolas e aos curricula. A canalha sindical voltou a controlar o sistema e as organizações, nada se pode fazer sem a aprovação dos parasitas sindicais. A seleção e a avaliação do desempenho dos professores voltou à estaca zero. A cultura do mérito e do esforço foi colocada num índex. O facilitismo, o deixa andar e o despesismo regressaram em força. Se as mesmas causas produzem os mesmos efeitos, é fácil de verificar que a canalha social comunista leva o país, de novo, para o abismo.

Os esquerdopatas vão inventar mil e uma desculpas para retirar o mérito às políticas educativas postas em prática pelo anterior Governo. Acusaram-no, meses a fio, de estar a destruir a Educação. Perseguiram, durante anos, Nuno Crato, insultando-o onde quer que ele estivesse, interrompendo os seus discursos com ameaças e insultos, fazendo de cada visita a uma escola um ordálio.

Sindicalistas calcorrearam o país, durante 4 anos, numa campanha organizada e paga pelos contribuintes de boicote a todas as iniciativas e visitas de Nuno Crato. Hoje, perante estes números, voltarão a mentir aos portugueses porque a mentira está na natureza da esquerdopatia.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Ensinar aborto a crianças de 10 anos de idade?

Os esquerdopatas preparam-se para levar a escola pública a um patamar mais elevado de loucura social construtivista: introduzir a educação sexual no pré-escolar (crianças dos 3 aos 6 anos de idade) e o tema do aborto no 5º ano de escolaridade (crianças de 10 anos de idade.)

Esta nova loucura experimentalista está a ser preparada pelo Ministério da Educação e pelo Ministério da Saúde e dá pelo nome de Referenciais de Educação para a Saúde.

"O Referencial da Educação para a Saúde está dividido em cinco grandes temas - Saúde Mental e Prevenção da Violência, Educação Alimentar, Atividade Física, Comportamentos Aditivos e Dependências e, finalmente, Afetos e Educação para a Sexualidade. Acerca deste último, o documento realça que a sexualidade faz parte do dia a dia e não pode ser confinado a uma disciplina; que é na escola" que se vivem alguns dos primeiros e mais impressivos sentimentos e emoções decorrentes do desenvolvimento sexual"; que "nos vários ambientes que a escola proporciona os alunos experimentam a sua sexualidade, quer seja nas suas brincadeiras, no estudo e nos namoros, mas também na relação com os docentes e trabalhadores".
Assim, propõe a discussão de assuntos relacionados com a sexualidade desde bem cedo, ainda no pré-escolar, nomeadamente "tomar consciência da identidade do género e dos papéis sociais"; "identificar diferentes papéis socioculturais em função do sexo"; "saber distinguir as diferentes expressões afetivas", "conhecer que existem mudanças físicas ao longo da vida", ou "identificar e respeitar a diversidade dos contextos familiares".
O subtema da maternidade e paternidade responsável admite que os alunos do 2. ciclo, ou seja, 5.º e 6.º anos, compreendam que comportamentos adotados pelos pais têm consequências no desenvolvimento do feto, identifiquem conceitos como gravidez, adoção, infertilidade e contraceção, e distingam entre interrupção voluntária e involuntária da gravidez.". Fonte: Aqui

Reparem na gravidade do que é dito: "os alunos [do pré-escolar e do ensino básico] experimentam a sua sexualidade...na relação com os docentes e trabalhadores".

Qual o objetivo de expor uma criança de 10 anos de idade à "distinção entre interrupção voluntária de gravidez e interrupção involuntária"? 

Por que razão não deixam as crianças ser crianças e as querem sujeitar precocemente aos problemas que afetam os jovens e adultos? 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

O professor de alto valor acrescentado


Os estudos mostram que há características comuns aos professores de qualidade que têm um impacto grande no aproveitamento escolar dos alunos e esse impacto do professor é tanto maior quanto menor é o nível socioeconómico dos alunos.

Desde a publicação do Coleman Report, há 50 anos, que os estudos vêm confirmando sucessivamente essa relação. Importa, por isso, saber quais são as características que fazem um professor de qualidade. Os estudos mostram que são, sobretudo, as competências verbais, o background educacional e a posse de “soft skills” que mais influência têm na melhoria do aproveitamento escolar dos alunos.

Os professores que sabem comunicar bem, que são resilientes, que envolvem eficazmente os encarregados de educação no processo educativo dos educandos, que mostram possuir elevados níveis de motivação e expetativas otimistas e realistas são os que mais se identificam com o perfil do professor de qualidade (Hanushek, E.A. (1971).

O professor de qualidade possui um conjunto de características que o distinguem do professor mediano e são essas características que fazem a diferença (Hanuseck, E. A., Kein, J. F., O`Brien. D. M. e Rivkin, S. G., 2005: 1): “Value-added modeling (VAM) to estimate school and teacher effects is currently of considerable interest to researchers and policymakers. Recent reports suggest that VAM demonstrates the importance of teachers as a source of variance in student outcomes. Policymakers see VAM as a possible component of education reform through improved teacher evaluations or as part of test-based accountability. They are intrigued by VAM because of the view that its complex statistical techniques can provide estimates of the effects of teachers and schools that are not distorted by the powerful effects of such noneducational factors as family background”.   

Se conseguirmos identificar com precisão aa características que distinguem o professor de qualidade do professor mediano, torna-se mais fácil agir no sentido de promover essas características nos professores que as não têm a aprofundá-las nos professores que as têm. Uma parte dessa intervenção centra-se na redefinição dos programas de formação inicial e contínua. Outra parte centra-se no reconhecimento do mérito criando mecanismos que acelerem a carreira dos professores que, de forma persistente e continuada, se encaixam no perfil do professor de qualidade.

A literatura sobre o valor acrescentado do professor qualidade aponta para se reconheça os resultados dos alunos em provas nacionais e internacionais como o fator que melhor contribui para avaliar o desempenho do professor. É o fator mais objetivo, mas simples de trabalhar e mais rigoroso se concordarmos que o professor de qualidade é aquele que faz os alunos aprender, sobretudo os que chegam à escola com algum tipo de desvantagem económica, social ou cultural.

O professor de qualidade é o professor que gera valor acrescentado na aprendizagem dos alunos (Mcaffrey, D. E., Lockwood, J. R., Koretz, D. M. e Hamilton,. L., 2001).  A construção de um perfil do professor de qualidade exige a definição de instrumentos capazes de medir esse valor acrescentado (Sanders, W. e Horn, Sandra (1994). A importância da definição do perfil de competências do professor de qualidade reside no facto de ser possível intervir no sentido da aquisição dessas competências por parte dos professores que as não possuem e do reforço e aprofundamento dessas competências por parte dos professores que as não têm.

Os modelos que visam medir o valor acrescentado do professor, isto é o impacto na aprendizagem provocado pelas características do professor – o valor que o professor acrescenta para além das capacidades do aluno, características da escola e ambiente familiar – permitem comparar o desempenho dos professores dentro da própria escola e entre escolas e constituem ferramentas importantes para avaliação do desempenho docente, a partir da qual se podem construir programas de formação focados no desenvolvimento de competências em falta. Essa avaliação é importante sobretudo porque a literatura científica reconhece o impacto que um professor de qualidade tem no aproveitamento escolar dos alunos e esse impacto pode medir-se a partir dos resultados dos alunos em provas nacionais e internacionais e a sua evolução ao longo do tempo. Professores de qualidade partilham certas características: capacidade de comunicação escrita e oral – os chamados “verbal skills”, expetativas elevadas mas realistas, motivação e resiliência. Ao invés, os professores com desempenho abaixo da média caracterizam-se pela falta destas características. Mais importante ainda: a literatura mostra que a variável “professor de qualidade” é a que mais impacto tem nos resultados escolares dos alunos. É verdade que há outros fatores, externos ao professor, com impacto nos resultados mas esses fatores estão habitualmente fora do nosso controlo: nível socioeconómico dos alunos, capacidades cognitivas dos alunos e ambiente familiar, por exemplo.

É interessante verificar que a literatura científica mostra que os professores de qualidade são identificados pela sua “performance” e não pela experiência passada ou pelos graus académicos (Hanushek, E. e  Rivkin, S., 2010) . Outro aspeto interessante que a literatura nos indica é que os professores de qualidade mantêm a sua eficácia e “performance” mesmo quando mudam de escola (McCaffrey, JR Lockwood, DM Koretz, LS Hamilton, 2003).

Dito isto, percebe-se melhor da importância da construção de um instrumento, devidamente validado, que permita identificar as características presentes e ausentes nos professores. Esse instrumento pode ser útil quer para empregadores e diretores de estabelecimentos de ensino quer para os próprios docentes que verão nele um instrumento de autoavaliação. 

Claro está que a marioneta da Fenprof que ocupa a 5 de Outubro está a milhas de distância de tudo isto, seguindo aliás a filosofia e a prática da canalha social comunista que abomina tudo que seja o reconhecimento do mérito.

Bibliografia
Eric A. Hanushek and Steven G. Rivkin (2010).  Generalizations about Using Value-Added Measures of Teacher Quality. Washington: The American Economic Review. American Economic Foundation
McCaffrey, JR Lockwood, DM Koretz, LS Hamilton (2003) Evaluating Value-Added Models for Teacher Accountability.  Monograph. ERIC
Koedel, C. e Betts. J. (2009).Does Student Sorting Invalidate Value-Added Models of Teacher Effectiveness? An Extended Analysis of the Rothstein Critique
McCaffrey, Daniel F.; Lockwood, J. R.; Koretz, Daniel M.; Hamilton, Laura S. (2001).  Evaluating Value-Added Models for Teacher Accountability. Monograph. RAND Corporation
Sanders, W. e Horn, Sandra (1994). “The Tenesse Value Added Assessment System: Mixed Model Methodology in Educational Assessment”. In Journal of Personal Evaluation in Education 8, 299-311
Hanushek, E.A. (1971). “Teacher characteristics and gains in student achievement: Estimation using microdata”. American Economic Review 60 (2), 280–288.
Hanushek, E.A. (1979). “Conceptual and empirical issues in the estimation of educational production functions”.Journal of Human Resources 14 (3), 351–388.
Hanushek, E.A. (1992). “The trade-off between child quantity and quality”. Journal of Political Economy 100(1), 84–117.
Hanushek, E.A. (1997). “Assessing the effects of school resources on student performance: An update”. Educational Evaluation and Policy Analysis 19 (2), 141–164.
Hanushek, E.A. (1999). “Some findings from an independent investigation of the Tennessee STAR experimente and from other investigations of class size effects”. Educational Evaluation and Policy Analysis 21 (2), 143–163.
Hanushek, E.A. (2003). “The failure of input-based schooling policies”. Economic Journal 113 (485), F64–F98.
Hanushek, E.A., Kain, J.F., O’Brien, D.M., Rivkin, S.G. (2005).. “The market for teacher quality”. Working Paper 11154. National Bureau of Economic Research, Cambridge, MA (February).
Hanushek, E.A., Kain, J.F., Rivkin, S.G. (2004). “Why public schools lose teachers”. Journal of Human Resources 39 (2), 326–354.
Hanushek, E.A., Luque, J.A. (2000). “Smaller classes, lower salaries? The effects of class size on teacher labor markets”. In: Laine, S.W.M., Ward, J.G. (Eds.), Using what We Know: A Review of the Research on Implementing Class-Size Reduction Initiatives for State and Local Policymakers. North Central Regional Educational Laboratory, Oak Brook, IL, pp. 35–51.
Hanushek, E.A., Pace, R.R. (1995). “Who chooses to teach (and why)?”. Economics of Education Review 1 (2), 101–117.
Hanushek, E.A., Rivkin, S.G. (1997). “Understanding the twentieth-century growth in U.S. school spending”. Journal of Human Resources 32 (1), 35–68.