sexta-feira, 15 de março de 2019

Autonomia das escolas, para quê?

O Tribunal de Contas fez uma auditoria a um grupo de escolas que integraram o projeto de autonomia pedagógica e os resultados foram arrasadores. A maior parte dos objetivos não foram atingidos e os objetivos traçados não foram acompanhados de instrumentos de medida fiáveis e rigorosos.

Ou seja, uma palhaçada para inglês ver. As escolas que integram o projeto de autonomia estão inundadas de burocracia e de ideologia esquerdizante, parecendo, em muitos casos, amontoados de projetos sem coerência nem interesse científico ou pedagógico.

Não há evidências científicas de que  mais autonomia traga mais qualidade de ensino. Há estudos para todos os gostos e a esmagadora maioria dos estudos não tem metodologia rigorosa. O que se sabe ao certo é que mais autonomia anda associada a mais burocracia e menos tempo dedicado à instrução. Dar mais autonomia ás escolas é, em muitos casos, entregar a gestão do currículo a grupos de ativistas desvairados e ignorantes. Um perigo para as nossas crianças e jovens.

O que faz sentido é dotar as escolas de um currículo nacional, centrado no essencial, alocar os recursos à instrução e introduzir sistemas rigorosos de avaliação dos alunos.

O Governo da frente de esquerda fez tudo o que não se deve fazer: lançou o caos curricular ao apostar na flexibilização e redução dos tempos letivos dedicados ao português e à matemática e pôs fim aos exames nacionais. 

domingo, 10 de março de 2019

A esquerda quer acabar com a ADSE

Mais de um milhão de beneficiários da ADSE estão impedidos de acesso aos cuidados médicos nos melhores hospitais privados do país. Ninguém parece preocupado com isso. A esquerda silencia e, no fundo, bate palmas. Os beneficiários pagam 3,5% do vencimento bruto mensal. Não é coisa pouca. Um casal de professores universitários paga 3500 euros por ano para a ADSE. Daria para ter um excelente seguro de saúde privado.

Para onde foi o dinheiro dos subscritores? Desapareceu. O Estado não saqueia apenas os cidadãos e as empresas, rouba também ao próprio Estado. O Estado é uma entidade que se devora a si mesmo. A ADSE é um seguro público mal administrado, dirigido por incompetentes que fizeram carreira nos partidos e sindicatos. Como tudo o que é administrado pelo Estado, a ADSE teria que falir. Quem se lixa são os subscritores que pagaram e pagam para usufruírem de cada vez menos cuidados médicos.

Com a falência da ADSE foi dado mais um passo na direção da igualdade: todos obrigados a suportarem as listas de espera e o caos das urgência no SNS. E ter que engolir, sem hesitar, que Portugal te um dos melhores SNS do Mundo. E de tanto repetir, o Povo acredita.

Morrer à espera de uma vaga para cuidados médicos adiados sucessivamente, tal é a expressão maior do projeto igualitário da esquerda. Não é demagogia afirmar que o socialismo mata. Empobrece, saqueia e mata. Sem piedade. O socialismo é a ideologia mais cruel, desumana e impiedosa que a História já produziu. E, qual fénix renascida, falha sempre, mas sempre regressa imaculada, porque da próxima vez é que dá certo.

sábado, 9 de março de 2019

Propaganda LGBTI*-% nas escolas básicas

O Sol noticiou hoje que uma escola básica do Barreiro terá cobrado 50 cêntimos aos alunos que participaram em sessão de propaganda sobre temática LGBTI. Justificação para o pagamento: custear as deslocações de dois ativistas.

A pretexto da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, as escolas básicas e secundárias estão a abrir as portas aos ativistas LGBTI sem que os encarregados de educação sejam consultados sobre o interesse ou falta dele da temática.

A disciplina de cidadania e desenvolvimento é a porta de entrada para todos os ativismos de esquerda.  A ética tem uma dimensão pessoal e uma dimensão social.

A disciplina de cidadania e desenvolvimento apenas foca a dimensão social e, desta, apenas a componente política, deixando de lado a civilidade.


sexta-feira, 8 de março de 2019

Conan Osiris ou o triunfo da escola inclusiva

Assisti à entrevista que o vencedor do festival da canção deu ao programa 5 para a meia noite. Foi ontem. Um retrato fiel de uma certa escola inclusiva onde a cultura clássica, a cultura geral, os conhecimentos sobre o que de melhor a Humanidade criou e construiu nas ciências, artes e humanidades foram substituídos pela ignorância generalizada e vocabulário pobre.

Conan Osiris é a expressão genuína da "geração mais bem preparada de sempre". O rapaz é genuíno e merecedor de alguma simpatia. Mas o que fica da sua criação é uma pobreza de linguagem e uma falta de cultura geral atrozes. Uma linguagem que se resume a meia dúzia de palavrões: bué, curto bué, yah, caralho... ; uma pobreza que se reflete não só nas letras como também na música.

O facto de Conan Osiris ter ganho no voto popular e na votação do júri é, provavelmente, a prova do estado de anestesia, ignorância e falta de civilidade e cultura que atravessa a sociedade portuguesa.

Três anos de governo de frente de esquerda, três anos de reversões, suspensões e recuos no sistema de ensino, três anos de combate dos ativistas contra uma escola centrada no que de melhor a Humanidade criou e construiu, três anos de luta contra o rigor e o mérito só podem agravar este estado de anestesia e ignorância geral que atravessa a sociedade portuguesa.

O mal não é só de agora; vem de trás. Um país que dá 20% de votos a dois partidos comunistas é um país que se alimenta da inveja social e que recusa a cultura do mérito e do risco,  É um país que só pode empobrecer e afastar-se cada vez mais dos níveis de riqueza da média dos países da UE. Em breve seremos os últimos. Estamos quase lá.




quarta-feira, 6 de março de 2019

A fragmentação curricular é um obstáculo à melhoria da qualidade de ensino

Entre 2011 e 2015, sob a direção de Nuno Crato, o sistema educativo caminhou na direção certa: centralização curricular, definição de objetivos e conteúdos precisos e claros para cada ano de escolaridade,  aumento do número de horas dedicadas às disciplinas estruturantes, em particular a matemática e o português, e reforço dos exames nacionais (nos 4º, 6º e 9º anos).

Com a chegada da frente de esquerda ao Governo, o sistema caminhou em sentido inverso: fim dos exames nacionais, flexibilização e fragmentação curriculares, suspensão das metas curriculares nacionais definidas pelo ME durante o Governo de PPC e redução dos tempos dedicados ao ensino do português e matemática.

Um currículo central, desenhado em torno de um conjunto de matérias que representam o que de melhor a Humanidade foi criando, descobrindo e construindo, tanto no domínio das ciências como das artes e humanidades, constitui um fator que correlaciona fortemente com a qualidade da aprendizagem. Não sendo uma condição suficiente, é uma condição necessária ao bom desempenho.

Para que a qualidade de aprendizagem esteja garantida são necessários outros fatores, Entre eles, um ambiente escolar marcado pela ordem, cumprimento de regras, civilidade e respeito pelos professores e colegas.

Outro fator de extrema importância é a assiduidade de alunos e professores.

Professores bem preparados, não em generalidades e preconceitos ideológicos, mas nas matérias de ensino, constituem outra condição necessária,





terça-feira, 5 de março de 2019

Comunistas do BE lideram movimento para saneamento de juiz

Os comunistas do BE querem sanear um juiz que redigiu despachos com considerações históricas e culturais que não agradaram ao BE. Lançaram uma campanha de bullying e de insultos que faz lembrar as campanhas sujas ocorridas durante o PREC contra as forças e instituições que, nessa altura, se opunham ao comunismo.

Se os comunistas do BE conseguirem sanear o juiz, abrem o caminho para o fim da separação de poderes. De ora em diante, seriam os comunistas a avaliar, na praça pública, o desempenho dos juizes, condicionando as decisões deles.

Não admira que a campanha de insultos seja dirigida pelos comunistas do BE. São especialistas na matéria. Hoje como há 40 anos atrás, no tempo em que os bloquistas se dividiam pela UDP e pelo PSR, continuam adeptos da justiça popular, uma justiça ao serviço do projeto revolucionário, que ignora factos e se baseia em opiniões e preconceitos ideológicos.


domingo, 3 de março de 2019

Agressões a professoras já nem são notícia

Já repararam que o PS, o BE e o PCP silenciam as agressões às professoras, aos polícias e aos médicos? As agressões a autoridades legítimas, no exercício das suas funções legítimas, são vistas como eventos normais isentos de culpa e responsabilidade.

Na semana passada, mais uma professora do Porto foi agredida barbaramente à entrada da escola pela mãe de um aluno. Silêncio total. Os comunistas do BE e do PCP nada disseram sobre o assunto.

Os eventos que reduzam os poderes das autoridades legítimas e que, por consequência, criem desordem e caos na sociedade são vistos pelos comunistas do BE, do PCP e seus infiltrados no PS como legítimos, justificáveis e portadores de futuro.

Agressões a polícias e professores são encaradas como  respostas naturais a uma sociedade repressiva e opressora. Já quando essas autoridades respondem às agressões, ainda que com proporcionalidade, essas respostas são vistas como censuráveis e dignas de punição. E são pretextos para os indignados profissionais, a tropa de choque dos sociais comunistas pendurados nas ONG financiadas pelo Estado, ocuparem as ruas e os media com acusações e insultos às autoridades legítimas que se limitaram a dar uma resposta proporcional aos profissionais da agressão.

Enquanto a esmagadora maioria dos portugueses ficam em silêncio, com medo de caírem na massa anónima dos "deploráveis", os ativistas ocupam todos os espaços, físicos e digitais, comportando-se como se tivessem o apoio da maioria silenciosa e fossem os donos do país.