sábado, 16 de março de 2019

Menos história e mais propaganda socialista

Um estudo conduzido pela Associação de Professores de História concluiu aquilo que todos sabiam: as escolas que alinharam na autonomia e flexibilização curricular estão a lecionar menos 45 a 50 minutos de história por semana. O mesmo se passa com a Geografia e, muito provavelmente, com a matemática e o português.

Quem fica a ganhar com o empobrecimento curricular é a disciplina de cidadania e desenvolvimento, a tal que é uma porta aberta para os ativistas das causas fraturantes entrarem nas escolas e no currículo.


sexta-feira, 15 de março de 2019

Faltar às aulas para promover o ativismo político

Hoje, aconteceu algo com significado. O BE e demais movimentos esquerdistas que giram na sua órbita, promoveram, em Portugal, aquilo a que pomposamente deram o nome de greve pelo clima, Os ativistas pelo clima juntaram umas centenas de jovens, felizmente todas as escolas do país fizeram o que sempre fazem, houve aulas em todo o lado e, que eu saiba, não houve uma única greve.

Mas os media tradicionais abriram os noticiários com uma enorme notícia falsa: todos  falavam no sucesso da greve pelo clima.

Sem negar o direito dos alunos à manifestação, melhor seria que tivessem ido às aulas. Parece-me que quanto mais os alunos aprenderem maior será a probabilidade de encontrarmos respostas capazes de solucionarem os problemas que nos afetam, sejam eles provocados por mudanças climáticas ou por razões que têm que ver com as políticas socialistas, as quais não deixam a economia crescer e, em consequência, provocam pobreza, miséria e migrações.

Autonomia das escolas, para quê?

O Tribunal de Contas fez uma auditoria a um grupo de escolas que integraram o projeto de autonomia pedagógica e os resultados foram arrasadores. A maior parte dos objetivos não foram atingidos e os objetivos traçados não foram acompanhados de instrumentos de medida fiáveis e rigorosos.

Ou seja, uma palhaçada para inglês ver. As escolas que integram o projeto de autonomia estão inundadas de burocracia e de ideologia esquerdizante, parecendo, em muitos casos, amontoados de projetos sem coerência nem interesse científico ou pedagógico.

Não há evidências científicas de que  mais autonomia traga mais qualidade de ensino. Há estudos para todos os gostos e a esmagadora maioria dos estudos não tem metodologia rigorosa. O que se sabe ao certo é que mais autonomia anda associada a mais burocracia e menos tempo dedicado à instrução. Dar mais autonomia ás escolas é, em muitos casos, entregar a gestão do currículo a grupos de ativistas desvairados e ignorantes. Um perigo para as nossas crianças e jovens.

O que faz sentido é dotar as escolas de um currículo nacional, centrado no essencial, alocar os recursos à instrução e introduzir sistemas rigorosos de avaliação dos alunos.

O Governo da frente de esquerda fez tudo o que não se deve fazer: lançou o caos curricular ao apostar na flexibilização e redução dos tempos letivos dedicados ao português e à matemática e pôs fim aos exames nacionais. 

domingo, 10 de março de 2019

A esquerda quer acabar com a ADSE

Mais de um milhão de beneficiários da ADSE estão impedidos de acesso aos cuidados médicos nos melhores hospitais privados do país. Ninguém parece preocupado com isso. A esquerda silencia e, no fundo, bate palmas. Os beneficiários pagam 3,5% do vencimento bruto mensal. Não é coisa pouca. Um casal de professores universitários paga 3500 euros por ano para a ADSE. Daria para ter um excelente seguro de saúde privado.

Para onde foi o dinheiro dos subscritores? Desapareceu. O Estado não saqueia apenas os cidadãos e as empresas, rouba também ao próprio Estado. O Estado é uma entidade que se devora a si mesmo. A ADSE é um seguro público mal administrado, dirigido por incompetentes que fizeram carreira nos partidos e sindicatos. Como tudo o que é administrado pelo Estado, a ADSE teria que falir. Quem se lixa são os subscritores que pagaram e pagam para usufruírem de cada vez menos cuidados médicos.

Com a falência da ADSE foi dado mais um passo na direção da igualdade: todos obrigados a suportarem as listas de espera e o caos das urgência no SNS. E ter que engolir, sem hesitar, que Portugal te um dos melhores SNS do Mundo. E de tanto repetir, o Povo acredita.

Morrer à espera de uma vaga para cuidados médicos adiados sucessivamente, tal é a expressão maior do projeto igualitário da esquerda. Não é demagogia afirmar que o socialismo mata. Empobrece, saqueia e mata. Sem piedade. O socialismo é a ideologia mais cruel, desumana e impiedosa que a História já produziu. E, qual fénix renascida, falha sempre, mas sempre regressa imaculada, porque da próxima vez é que dá certo.

sábado, 9 de março de 2019

Propaganda LGBTI*-% nas escolas básicas

O Sol noticiou hoje que uma escola básica do Barreiro terá cobrado 50 cêntimos aos alunos que participaram em sessão de propaganda sobre temática LGBTI. Justificação para o pagamento: custear as deslocações de dois ativistas.

A pretexto da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, as escolas básicas e secundárias estão a abrir as portas aos ativistas LGBTI sem que os encarregados de educação sejam consultados sobre o interesse ou falta dele da temática.

A disciplina de cidadania e desenvolvimento é a porta de entrada para todos os ativismos de esquerda.  A ética tem uma dimensão pessoal e uma dimensão social.

A disciplina de cidadania e desenvolvimento apenas foca a dimensão social e, desta, apenas a componente política, deixando de lado a civilidade.


sexta-feira, 8 de março de 2019

Conan Osiris ou o triunfo da escola inclusiva

Assisti à entrevista que o vencedor do festival da canção deu ao programa 5 para a meia noite. Foi ontem. Um retrato fiel de uma certa escola inclusiva onde a cultura clássica, a cultura geral, os conhecimentos sobre o que de melhor a Humanidade criou e construiu nas ciências, artes e humanidades foram substituídos pela ignorância generalizada e vocabulário pobre.

Conan Osiris é a expressão genuína da "geração mais bem preparada de sempre". O rapaz é genuíno e merecedor de alguma simpatia. Mas o que fica da sua criação é uma pobreza de linguagem e uma falta de cultura geral atrozes. Uma linguagem que se resume a meia dúzia de palavrões: bué, curto bué, yah, caralho... ; uma pobreza que se reflete não só nas letras como também na música.

O facto de Conan Osiris ter ganho no voto popular e na votação do júri é, provavelmente, a prova do estado de anestesia, ignorância e falta de civilidade e cultura que atravessa a sociedade portuguesa.

Três anos de governo de frente de esquerda, três anos de reversões, suspensões e recuos no sistema de ensino, três anos de combate dos ativistas contra uma escola centrada no que de melhor a Humanidade criou e construiu, três anos de luta contra o rigor e o mérito só podem agravar este estado de anestesia e ignorância geral que atravessa a sociedade portuguesa.

O mal não é só de agora; vem de trás. Um país que dá 20% de votos a dois partidos comunistas é um país que se alimenta da inveja social e que recusa a cultura do mérito e do risco,  É um país que só pode empobrecer e afastar-se cada vez mais dos níveis de riqueza da média dos países da UE. Em breve seremos os últimos. Estamos quase lá.




quarta-feira, 6 de março de 2019

A fragmentação curricular é um obstáculo à melhoria da qualidade de ensino

Entre 2011 e 2015, sob a direção de Nuno Crato, o sistema educativo caminhou na direção certa: centralização curricular, definição de objetivos e conteúdos precisos e claros para cada ano de escolaridade,  aumento do número de horas dedicadas às disciplinas estruturantes, em particular a matemática e o português, e reforço dos exames nacionais (nos 4º, 6º e 9º anos).

Com a chegada da frente de esquerda ao Governo, o sistema caminhou em sentido inverso: fim dos exames nacionais, flexibilização e fragmentação curriculares, suspensão das metas curriculares nacionais definidas pelo ME durante o Governo de PPC e redução dos tempos dedicados ao ensino do português e matemática.

Um currículo central, desenhado em torno de um conjunto de matérias que representam o que de melhor a Humanidade foi criando, descobrindo e construindo, tanto no domínio das ciências como das artes e humanidades, constitui um fator que correlaciona fortemente com a qualidade da aprendizagem. Não sendo uma condição suficiente, é uma condição necessária ao bom desempenho.

Para que a qualidade de aprendizagem esteja garantida são necessários outros fatores, Entre eles, um ambiente escolar marcado pela ordem, cumprimento de regras, civilidade e respeito pelos professores e colegas.

Outro fator de extrema importância é a assiduidade de alunos e professores.

Professores bem preparados, não em generalidades e preconceitos ideológicos, mas nas matérias de ensino, constituem outra condição necessária,