quarta-feira, 29 de maio de 2019

Escola dos projetos, pedagogia sem objeto

Há muitos professores que não entendem o que se está a passar com a escola dos projetos. Habituados a engolirem tudo o que lhes chega embrulhado em progressismo, igualdade e inclusão, os professores não desenvolveram o espírito crítico nem têm o distanciamento necessário para alcançarem o grau de destruição das escolas estatais ocorrido nos últimos 4 anos.

O Governo social comunista provocou a dispersão e o enfraquecimento curriculares, focando a escola e os professores numa miríade crescente de projetos da treta, quase todos associados a alguma forma de ativismo político e a agendas promovidas pelos partidos de esquerda.

O que está a acontecer é a desestabilização das escolas, colocando-as numa posição de "sem objeto", substituindo os conteúdos sólidos por transversalidades e "soft skills"que passam ao lado do núcleo essencial de conhecimentos necessários para se ser bem sucedido na vida.

A atual desestabilização curricular, com o enfraquecimentos dos conteúdos essenciais - língua portuguesa, matemática, biologia, física e história -, visa criar cidadãos fortemente ligados à ideologia socialista, sem espírito critico, e fortemente dependentes do Estado e dos partidos que controlam a ampliam a intromissão do Estado na economia, na sociedade e na vida das pessoas.

A escola dos projetos é uma escola criadora de pobres e dependentes.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Pedagogia "nova", velha que tresanda

Publiquei o meu primeiro livro de pedagogia em 1983 com o título Mudar a Escola, Novas Práticas de Ensino (Livros Horizonte). Como o título indica, o livro apresenta e analisa um conjunto de metodologias muito idênticas às que os atuais mandantes do ME e restantes apoiantes e difusores andam a "vender" aos pobres professores como se estas fossem uma novidade. Pedagogias diferenciadas, transversalidades curriculares, trabalho de projeto são coisas velhas de séculos. 

Os atuais mandantes e ideólogos ao serviço do ME social comunista apresentam essas metodologias como se fossem da sua criação e os pobres professores nem sequer suspeitam que elas são velhas de séculos. John Dewey, no princípio do século XX, escreveu abundantemente sobre elas.

Falta aos ideólogos socialistas ao serviço do ME humildade e decência.

O pior de tudo é que os professores engolem tudo o que lhes colocam à frente e acreditam piamente que lhes estão a dar caviar quando, na verdade, a refeição não é mais do que um prato de ovas de um peixe vulgar.

Por que razão os professores engolem tudo o que os ideólogos socialistas lhes põem à frente? Por varias razões: a primeira deriva do facto de os atuais professores serem, quase todos, antigos estudantes medíocres que entraram nas escolas superiores de educação com nota de ingresso de apenas 10 valores. Outra razão deriva do facto de os atuais professores terem sofrido prolongadas lavagens ao cérebro, tanto durante o ensino básico e secundário como durante o ensino superior. É normal que fracos estudantes dêem professores medíocres. O resultado da prolongada lavagem ao cérebro anda associado a uma total dependência do Estado e dos partidos de ideologia social comunista, que arregimentaram os professores com promessas, ilusões e algumas benesses.

sábado, 16 de março de 2019

Menos história e mais propaganda socialista

Um estudo conduzido pela Associação de Professores de História concluiu aquilo que todos sabiam: as escolas que alinharam na autonomia e flexibilização curricular estão a lecionar menos 45 a 50 minutos de história por semana. O mesmo se passa com a Geografia e, muito provavelmente, com a matemática e o português.

Quem fica a ganhar com o empobrecimento curricular é a disciplina de cidadania e desenvolvimento, a tal que é uma porta aberta para os ativistas das causas fraturantes entrarem nas escolas e no currículo.


sexta-feira, 15 de março de 2019

Faltar às aulas para promover o ativismo político

Hoje, aconteceu algo com significado. O BE e demais movimentos esquerdistas que giram na sua órbita, promoveram, em Portugal, aquilo a que pomposamente deram o nome de greve pelo clima, Os ativistas pelo clima juntaram umas centenas de jovens, felizmente todas as escolas do país fizeram o que sempre fazem, houve aulas em todo o lado e, que eu saiba, não houve uma única greve.

Mas os media tradicionais abriram os noticiários com uma enorme notícia falsa: todos  falavam no sucesso da greve pelo clima.

Sem negar o direito dos alunos à manifestação, melhor seria que tivessem ido às aulas. Parece-me que quanto mais os alunos aprenderem maior será a probabilidade de encontrarmos respostas capazes de solucionarem os problemas que nos afetam, sejam eles provocados por mudanças climáticas ou por razões que têm que ver com as políticas socialistas, as quais não deixam a economia crescer e, em consequência, provocam pobreza, miséria e migrações.

Autonomia das escolas, para quê?

O Tribunal de Contas fez uma auditoria a um grupo de escolas que integraram o projeto de autonomia pedagógica e os resultados foram arrasadores. A maior parte dos objetivos não foram atingidos e os objetivos traçados não foram acompanhados de instrumentos de medida fiáveis e rigorosos.

Ou seja, uma palhaçada para inglês ver. As escolas que integram o projeto de autonomia estão inundadas de burocracia e de ideologia esquerdizante, parecendo, em muitos casos, amontoados de projetos sem coerência nem interesse científico ou pedagógico.

Não há evidências científicas de que  mais autonomia traga mais qualidade de ensino. Há estudos para todos os gostos e a esmagadora maioria dos estudos não tem metodologia rigorosa. O que se sabe ao certo é que mais autonomia anda associada a mais burocracia e menos tempo dedicado à instrução. Dar mais autonomia ás escolas é, em muitos casos, entregar a gestão do currículo a grupos de ativistas desvairados e ignorantes. Um perigo para as nossas crianças e jovens.

O que faz sentido é dotar as escolas de um currículo nacional, centrado no essencial, alocar os recursos à instrução e introduzir sistemas rigorosos de avaliação dos alunos.

O Governo da frente de esquerda fez tudo o que não se deve fazer: lançou o caos curricular ao apostar na flexibilização e redução dos tempos letivos dedicados ao português e à matemática e pôs fim aos exames nacionais. 

domingo, 10 de março de 2019

A esquerda quer acabar com a ADSE

Mais de um milhão de beneficiários da ADSE estão impedidos de acesso aos cuidados médicos nos melhores hospitais privados do país. Ninguém parece preocupado com isso. A esquerda silencia e, no fundo, bate palmas. Os beneficiários pagam 3,5% do vencimento bruto mensal. Não é coisa pouca. Um casal de professores universitários paga 3500 euros por ano para a ADSE. Daria para ter um excelente seguro de saúde privado.

Para onde foi o dinheiro dos subscritores? Desapareceu. O Estado não saqueia apenas os cidadãos e as empresas, rouba também ao próprio Estado. O Estado é uma entidade que se devora a si mesmo. A ADSE é um seguro público mal administrado, dirigido por incompetentes que fizeram carreira nos partidos e sindicatos. Como tudo o que é administrado pelo Estado, a ADSE teria que falir. Quem se lixa são os subscritores que pagaram e pagam para usufruírem de cada vez menos cuidados médicos.

Com a falência da ADSE foi dado mais um passo na direção da igualdade: todos obrigados a suportarem as listas de espera e o caos das urgência no SNS. E ter que engolir, sem hesitar, que Portugal te um dos melhores SNS do Mundo. E de tanto repetir, o Povo acredita.

Morrer à espera de uma vaga para cuidados médicos adiados sucessivamente, tal é a expressão maior do projeto igualitário da esquerda. Não é demagogia afirmar que o socialismo mata. Empobrece, saqueia e mata. Sem piedade. O socialismo é a ideologia mais cruel, desumana e impiedosa que a História já produziu. E, qual fénix renascida, falha sempre, mas sempre regressa imaculada, porque da próxima vez é que dá certo.

sábado, 9 de março de 2019

Propaganda LGBTI*-% nas escolas básicas

O Sol noticiou hoje que uma escola básica do Barreiro terá cobrado 50 cêntimos aos alunos que participaram em sessão de propaganda sobre temática LGBTI. Justificação para o pagamento: custear as deslocações de dois ativistas.

A pretexto da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, as escolas básicas e secundárias estão a abrir as portas aos ativistas LGBTI sem que os encarregados de educação sejam consultados sobre o interesse ou falta dele da temática.

A disciplina de cidadania e desenvolvimento é a porta de entrada para todos os ativismos de esquerda.  A ética tem uma dimensão pessoal e uma dimensão social.

A disciplina de cidadania e desenvolvimento apenas foca a dimensão social e, desta, apenas a componente política, deixando de lado a civilidade.