segunda-feira, 10 de junho de 2019

Se puderem, afastem-se das escolas estatais

Esta é uma das mais importantes decisões que os pais podem tomar quando os filhos atingem a idade escolar: colocar os filhos num colégio privado.

Escapar à mediocridade das escolas estatais é livrar as crianças e adolescentes dos ambientes tóxicos que, em muitos casos, caracterizam as escolas do Estado. É também afastá-los da violência, confusão e anarquia. Por último, é impedir que os alunos sejam privados de professores meses a fio.

As escolas estatais deixaram de ser ascensores sociais. São becos sem saída para uma grande parte dos alunos.

Ao invés, os colégios privados proporcionam o acesso não só a ambientes tranquilos, ordenados e saudáveis mas também a um currículo e práticas exigentes.

Da mesma forma que uma família precavida investe num seguro privado de saúde para fugir da confusão, anarquia e desordem de grande parte dos hospitais do Estado, também o deve fazer quando chega a altura de tomar uma decisão sobre o futuro escolar dos filhos.

É tão simples como isto.

Os socialistas dirão o contrário, justificarão a "superioridade" das escolas estatais dizendo que promovem a diversidade e a igualdade. Mentira! Promovem a ignorância cultural, a vitimização e o ressentimento.

Hipócritas, os socialistas promovem as escolas estatais, diabolizam os colégios privados, mas, na hora da verdade, colocam os filhos nos colégios mais exclusivos e elitistas do país. Avessos à concorrência e à liberdade de escolha, os socialistas afastam da corrida os filhos das famílias mais carenciadas para que os seus filhos possam singrar e subir na vida sem esforço nem oposição,

Fazem isso com as escolas e também com os hospitais. Os socialistas controlam há quatro décadas o sistema e os serviços do Estado; sabem melhor do que ninguém o estado desastroso em que os serviços públicos se encontram e, por isso, são os primeiros a fugir deles.

domingo, 9 de junho de 2019

Uma decisão razoável: se não podem colocar os filhos em colégios, metam-nos num centro de explicações

A escola neomarxista, formadora de ativistas de tudo e de coisa nenhuma, prospera. Cada vez se ensina menos nas escolas estatais. Alunos sem professores meses a fio, professores que não ensinam nada, diretores que só dão atenção aos projetos da treta e às questões laborais de professores e funcionários.

As escolas estatais são, regra geral, uma mentira pedagógica. Os recursos humanos e materiais são espatifados em projetos da treta que apenas visam contribuir para longos relatórios de atividade que agradem às equipas de avaliação externa, elas também ao serviço do neomarxismo e do ativismo ideológico.

Os pais com poder económico reagem como podem: colocam os filhos em bons centros de explicações ou mudam-nos para colégios privados. Nos primeiros, os explicadores ensinam aquilo que os professores não fazem. Nos segundos, os alunos beneficiam de um ambiente escolar tranquilo, não têm faltas de professores e estes dedicam o seu tempo a ensinar aquilo que interessa.


quarta-feira, 29 de maio de 2019

Escola dos projetos, pedagogia sem objeto

Há muitos professores que não entendem o que se está a passar com a escola dos projetos. Habituados a engolirem tudo o que lhes chega embrulhado em progressismo, igualdade e inclusão, os professores não desenvolveram o espírito crítico nem têm o distanciamento necessário para alcançarem o grau de destruição das escolas estatais ocorrido nos últimos 4 anos.

O Governo social comunista provocou a dispersão e o enfraquecimento curriculares, focando a escola e os professores numa miríade crescente de projetos da treta, quase todos associados a alguma forma de ativismo político e a agendas promovidas pelos partidos de esquerda.

O que está a acontecer é a desestabilização das escolas, colocando-as numa posição de "sem objeto", substituindo os conteúdos sólidos por transversalidades e "soft skills"que passam ao lado do núcleo essencial de conhecimentos necessários para se ser bem sucedido na vida.

A atual desestabilização curricular, com o enfraquecimentos dos conteúdos essenciais - língua portuguesa, matemática, biologia, física e história -, visa criar cidadãos fortemente ligados à ideologia socialista, sem espírito critico, e fortemente dependentes do Estado e dos partidos que controlam a ampliam a intromissão do Estado na economia, na sociedade e na vida das pessoas.

A escola dos projetos é uma escola criadora de pobres e dependentes.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Pedagogia "nova", velha que tresanda

Publiquei o meu primeiro livro de pedagogia em 1983 com o título Mudar a Escola, Novas Práticas de Ensino (Livros Horizonte). Como o título indica, o livro apresenta e analisa um conjunto de metodologias muito idênticas às que os atuais mandantes do ME e restantes apoiantes e difusores andam a "vender" aos pobres professores como se estas fossem uma novidade. Pedagogias diferenciadas, transversalidades curriculares, trabalho de projeto são coisas velhas de séculos. 

Os atuais mandantes e ideólogos ao serviço do ME social comunista apresentam essas metodologias como se fossem da sua criação e os pobres professores nem sequer suspeitam que elas são velhas de séculos. John Dewey, no princípio do século XX, escreveu abundantemente sobre elas.

Falta aos ideólogos socialistas ao serviço do ME humildade e decência.

O pior de tudo é que os professores engolem tudo o que lhes colocam à frente e acreditam piamente que lhes estão a dar caviar quando, na verdade, a refeição não é mais do que um prato de ovas de um peixe vulgar.

Por que razão os professores engolem tudo o que os ideólogos socialistas lhes põem à frente? Por varias razões: a primeira deriva do facto de os atuais professores serem, quase todos, antigos estudantes medíocres que entraram nas escolas superiores de educação com nota de ingresso de apenas 10 valores. Outra razão deriva do facto de os atuais professores terem sofrido prolongadas lavagens ao cérebro, tanto durante o ensino básico e secundário como durante o ensino superior. É normal que fracos estudantes dêem professores medíocres. O resultado da prolongada lavagem ao cérebro anda associado a uma total dependência do Estado e dos partidos de ideologia social comunista, que arregimentaram os professores com promessas, ilusões e algumas benesses.

sábado, 16 de março de 2019

Menos história e mais propaganda socialista

Um estudo conduzido pela Associação de Professores de História concluiu aquilo que todos sabiam: as escolas que alinharam na autonomia e flexibilização curricular estão a lecionar menos 45 a 50 minutos de história por semana. O mesmo se passa com a Geografia e, muito provavelmente, com a matemática e o português.

Quem fica a ganhar com o empobrecimento curricular é a disciplina de cidadania e desenvolvimento, a tal que é uma porta aberta para os ativistas das causas fraturantes entrarem nas escolas e no currículo.


sexta-feira, 15 de março de 2019

Faltar às aulas para promover o ativismo político

Hoje, aconteceu algo com significado. O BE e demais movimentos esquerdistas que giram na sua órbita, promoveram, em Portugal, aquilo a que pomposamente deram o nome de greve pelo clima, Os ativistas pelo clima juntaram umas centenas de jovens, felizmente todas as escolas do país fizeram o que sempre fazem, houve aulas em todo o lado e, que eu saiba, não houve uma única greve.

Mas os media tradicionais abriram os noticiários com uma enorme notícia falsa: todos  falavam no sucesso da greve pelo clima.

Sem negar o direito dos alunos à manifestação, melhor seria que tivessem ido às aulas. Parece-me que quanto mais os alunos aprenderem maior será a probabilidade de encontrarmos respostas capazes de solucionarem os problemas que nos afetam, sejam eles provocados por mudanças climáticas ou por razões que têm que ver com as políticas socialistas, as quais não deixam a economia crescer e, em consequência, provocam pobreza, miséria e migrações.

Autonomia das escolas, para quê?

O Tribunal de Contas fez uma auditoria a um grupo de escolas que integraram o projeto de autonomia pedagógica e os resultados foram arrasadores. A maior parte dos objetivos não foram atingidos e os objetivos traçados não foram acompanhados de instrumentos de medida fiáveis e rigorosos.

Ou seja, uma palhaçada para inglês ver. As escolas que integram o projeto de autonomia estão inundadas de burocracia e de ideologia esquerdizante, parecendo, em muitos casos, amontoados de projetos sem coerência nem interesse científico ou pedagógico.

Não há evidências científicas de que  mais autonomia traga mais qualidade de ensino. Há estudos para todos os gostos e a esmagadora maioria dos estudos não tem metodologia rigorosa. O que se sabe ao certo é que mais autonomia anda associada a mais burocracia e menos tempo dedicado à instrução. Dar mais autonomia ás escolas é, em muitos casos, entregar a gestão do currículo a grupos de ativistas desvairados e ignorantes. Um perigo para as nossas crianças e jovens.

O que faz sentido é dotar as escolas de um currículo nacional, centrado no essencial, alocar os recursos à instrução e introduzir sistemas rigorosos de avaliação dos alunos.

O Governo da frente de esquerda fez tudo o que não se deve fazer: lançou o caos curricular ao apostar na flexibilização e redução dos tempos letivos dedicados ao português e à matemática e pôs fim aos exames nacionais.