segunda-feira, 19 de agosto de 2019

A escola socialista metida na gestão das sexualidades e identidades de género

Com a publicação do Despacho 7247/2019,  as escolas  assumem uma nova função: a gestão e administração das sexualidades e identidades de género. 

Atingem um novo patamar de intervenção na vida privada dos alunos e, a pretexto da tolerância, sigilo e confidencialidade, constroem um enorme big brother, sacando informações sobre a vida sexual dos alunos, gerindo a vida sexual deles, com particular destaque para todos os que evidenciarem comportamentos e atitudes que os controladores sexuais  cataloguem como caindo na categoria gay, lésbico, bi-sexual, trans-sxual, inter-sexual, etc. 

Os controladores sexuais gostam de criar categorias e identidades específicas pelo que o número de categorias não cessará de aumentar com o passar do tempo e o exercício de imaginação dos controladores.

O referido despacho é um bom exemplo do como a mente revolucionária opera: cria categorias específicas, saídas da imaginação dos ativistas, associa essas categorias a discriminação e opressão e, de seguida, cria uma estrutura política e burocrática para as combater. Para que a estrutura política e burocrática possa engordar, o número de categorias e identidades específicas, não pode parar de crescer. 

O despacho obriga as escolas a nomearem um controlador, alguém com um perfil adequado às funções exigidas: andar a meter o nariz na vida sexual dos alunos, recolher informação "confidencial", criar um caso de opressão ou discriminação, meter os alunos alvo de opressão sexual numa categoria, gay, lésbico, bi-sexual,  trans-sexual ou inter-sexual, acompanhar e reforçar as identidades  específicas e, por último, dar formação, leia-se, fazer lavagem ao cérebro, aos restantes docentes da escola.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Educação para o empreendedorismo ou ensinar a fazer negócios à custa do contribuinte?

Uma das transversalidades incluídas na nova disciplina Cidadania e Desenvolvimento é o empreendedorismo. Nada contra, não fosse o conceito de empreendedorismo  inserto nas orientações aprovadas pelo ME cheirar em demasia a socialismo.

Há dois conceitos divergentes de empreendedorismo: 

O conceito que foca o uso de estratégias para sacar dinheiro ao Estado, inventando novos direitos supostamente associados a prementes necessidades humanas que o Estado urge saciar. É o empreendedorismo socialista à custa do contribuinte que acabará por pagar sempre a cumplicidade entre Estado e empreendedores. O PS, o PCP e o BE são, nesta perspetiva, grandes empreendedores. O empreendedorismo potencia o crony capitalismo, a dependência e a caça ao subsídio. Os partidos de esquerda,  as ONG e o chamado "terceiro setor", nomeadamente Misericórdias e IPSS, são o exemplo acabado do conceito de empreendedorismo socialista.

O conceito que encara o empreendedorismo como criação de riqueza fora da alçada do Estado, tendo em vista a criação de produtos e serviços vocacionados para saciar necessidades do mercado, e, em simultâneo, dá poder ao indivíduo, tornando-o senhor de si mesmo, capaz de se realizar fora do controlo do Estado, não existe nas orientações do ME porque esse empreendedorismo é contrário ao socialismo.

Assim, tal como há dois conceitos opostos de educação para a cidadania - a cidadania liberal e a cidadania socialista -, também há dois conceitos de empreendedorismo: o que o ME quer  divulgar e transmitir, visando a criação de cidadãos dependentes do Estado, subservientes e conformistas,  e o que permite aos jovens a conquista da soberania, do ser-se senhor de si mesmo, e que conduz a manter o Estado o mais possível fora das vidas deles.




terça-feira, 13 de agosto de 2019

Os inimigos da liberdade capturaram o currículo do ensino básico

A última legislatura foi marcada pela crescente captura do currículo do ensino básico pelos inimigos da liberdade. A frente social comunista, composta pela coligação PS, PCP e BE, os três partidos inimigos da liberdade, tem vindo a executar um conjunto de medidas tendo em vista o redesenho do currículo, reduzindo o espaço para os conteúdos, validados pela Ciência e pela Tradição, e ampliando e reforçando o espaço para as causas fraturantes, as bandeiras políticas do projeto revolucionário encabeçado pelos inimigos da liberdade. 

Entre as medidas de reforço da captura do currículo estão o fim dos exames nacionais nos 4º e 6º anos, a redução dos tempos letivos da matemática, português e história em benefício da afirmação curricular da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, o cavalo de Tróia dos inimigos da liberdade.

A publicação dos referenciais para a Cidadania e Desenvolvimento permite não só aumentar o poder e a influência dos ativistas na escola, sejam eles professores ou membros das ONG, mas também formatar as mentes dos jovens, preparando-os para aceitar acriticamente o projeto revolucionário.

Uma das estratégias que facilita a adesão acrítica dos jovens aos projeto revolucionário anti-capitalista e anti-ocidental é a transmissão das visões catastrofistas sobre alterações climáticas, entendidas como o resultado direto da economia capitalista.

Outra estratégia é o envolvimento dos jovens em projetos de combate a todas formas de assédio - moral, sexual e laboral, reais ou imaginários, - fazendo de cada aluno um militante ativo na construção de uma sociedade anti-patriarcal e anti-família tradicional. Neste quadro, assume importância particular a exposição dos alunos, desde logo do 1º ciclo do ensino básico, com particular reforço nos 2º e 3º ciclos, às novas sexualidades, tais como evidenciadas militantemente pelas organizações LGBTI+.

Os referenciais publicados pelo ME têm em vista a construção de cidadãos participativos, capazes de combaterem ativamente pela igualdade e inclusão tendo em vista o exercício da cidadania ativa. Entenda-se por cidadania ativa a participação nos movimentos transformadores enquadrados pelas bandeiras e causas que dão forma ao projeto revolucionário encabeçado pelos três partidos inimigos da liberdade: PS, PCP e BE.

A pouco e pouco as escolas vão sendo policiadas pelas brigadas dos costumes, da linguagem e do pensamento, brigadas essas que impõem a nova "normalidade"e prescrevem o que é proibido e objeto de censura e perseguição. Na escola, como na sociedade mais geral.

A nova normalidade associa a bondade virtuosa às novas sexualidades e aos novos arranjos familiares e estabelece uma causalidade entre o estatuto e o poder do homem branco ocidental e a violência doméstica e a opressão das mulheres.

terça-feira, 23 de julho de 2019

A igualdade de género é uma ideologia. A escola não deve ensinar ideologias

Há uma razão simples e cristalina para afastar a igualdade de género do currículo escolar: na escola não se deve ensinar ideologias, sejam elas quais forem, de extrema direita ou de extrema esquerda.

O currículo deve estar impregnado apenas de factos, noções e conceitos validados pelo conhecimento científico. Para além disso, deve haver lugar para a aprendizagem de competências: uma espécie de conhecimento em ação. As competências fazem parte da práxis curricular e visam dotar os alunos de um saber fazer de utilidade comprovada pela tradição.

Os factos, noções e conceitos integram o legado daquilo que de melhor a Humanidade foi criando com o passar dos tempos. São apenas aquilo que resistiu ao crivo do tempo e da razão. O seu caráter não é apenas utilitários ao contrário das competências que se limitam ao uso.

O conhecimento existe para ser fruído, apreciado, corrigido e acrescentado.  O currículo é limitado pelos recursos. O recurso mais finito é o tempo. Não faz sentido dar tempo curricular a ideologias. O tempo é demasiado precioso para ser desperdiçado na promoção de preconceitos.


domingo, 21 de julho de 2019

As tretas transversais são o cavalo de tróia do esquerdismo nas escolas

O PREC que dá pelo nome de flexibilização e autonomia curricular dá poder aos ativistas para reconstruir o currículo, tirando tempos letivos a umas disciplinas para dar às transversalidades inclusivas e outras tretas socialistas escondidas sob o manto da nova unidade curricular social comunista que dá pelo nome de Cidadania e Desenvolvimento: o cavalo de tróia da lavagem ao cérebro a que são submetidos os alunos portugueses.

O resultado desta engenharia curricular é o esperado sempre que o poder de desenhar o currículo cai nas mãos dos ativistas: menos tempo letivos para a matemática e português e mais tempos letivos para as tretas transversais.

As tretas transversais são o instrumento criado pelos sociais comunistas para a construção do "novo cidadão", comprometido acriticamente com todas a causas desencadeadas pelos ativistas, sejam elas a agenda LGBTI?!+, o ativismo vegan, os direitos dos animais ou as mudanças climáticas. No essencial, todas as causas são boas se forem instrumentalizadas no combate mais geral ao capitalismo e aos valores da civilização ocidental. Nesse combate, vale tudo.

Os melhores cidadãos são os que criam ou aderem às novas comissões de censura e polícias do pensamento e dos costumes. Ai de quem se atravessa no caminho dos novos inquisidores pidescos. Quem resistir à nova língua e aos novos valores habilita-se a ser enxovalhado nas redes sociais, perseguido no local de trabalho e lançado na lama pela polícia da linguagem, do pensamento e dos costumes. No mínimo, fica sem espaço para falar, sem interlocutores para conversar, sem sítio onde morar. À semelhança do que acontecia com os "maus cidadãos" na Grécia Antiga, perdem a voz e são apagados do espaço público.

As tretas transversais, cavalo de tróia da  formatação das mentes socialistas, ganham terreno e espaço curricular às disciplinas com conteúdo, sendo estas encaradas como instrumentos de dominação e de criação de desigualdades. A inclusão, palavra mágica que visa fabricar uma igualdade rasteira e mentirosa, faz-se combatendo o poder das disciplinas que têm conteúdos e que exigem rigor e esforço no processo de aquisição do conhecimento.


quinta-feira, 18 de julho de 2019

A aliança social comunista que suporta o Governo inunda as escolas de burrocracia

Não fosse a seriedade do assunto e eu poderia chamar-lhes uma cambada de tontos com enorme influência nas escolas e entre os professores. Estão em todo o lado, controlam todos os espaços onde se discute e toma decisões sobre as escolas e a educação.

À pala da flexibilização e autonomia curricular, a esquerda social comunista está a transformar as escolas estatais em autênticos manicómios e os professores em idiotas úteis de uma estratégia revolucionária focada na maior lavagem ao cérebro que alguma vez foi feita nas escolas desde 1975.

A flexibilização e autonomia curricular é o nome que se dá hoje a uma espécie de PREC que visa manipular os professores e alunos, tornando-os receptivos à ideologia socialista e a essa coisa que dá pelo nome de igualdade de género. O principal meio para atingir esses objetivos ideológicos é levar os professores à exaustão, submetendo-os a reuniões sucessivas e intermináveis, à semelhança do que acontecia no PREC (1975), nas quais os professores sensatos eram obrigados a desistir de pensar, acabando por se render à insensatez enlouquecida dos ativistas de extrema esquerda.

A Fenprof veio agora denunciar a morte em trabalho de alguns professores, caídos devido à exaustão provocada por intermináveis reuniões, planos e relatórios de "melhoria" e outras tonteiras que capturam o tempo e a energia dos professores. A Fenprof chega tarde. Convém lembrar a Fenprof de que ela tem sido conivente com a trapalhada burrocrática em que as escolas e o currículo escolar se transformaram. É a velha estratégia nazi: deitar fogo ao Reichtag e acusar os inimigos de o terem feito. Com as escolas há uma estratégia semelhante: criar a desordem e o caos pedagógico e curricular para, de seguida, aparecerem com mais um plano salvador, que mais não é do que um reforço da burrocracia e da ideologia social comunista.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Bandalheira total na política de contratação de professores

É a bandalheira total! Estima-se que um em cada três professores não têm serviço letivo atribuído. Não dão aulas. São colocados perto de casa, sem horário letivo, ao abrigo de uma coisa chamada de colocação por condições específicas.

Se somarmos a isto o número de professores com baixas prolongadas, ficamos com um retrato aproximado da bandalheira que sucessivos governos e sindicatos foram criando nas últimas décadas.

E depois, temos uns bacanos que vêm para a praça pública vaticinar uma putativa falta de professores nos anos mais próximos.

Para a esquerda social comunista, a bandalheira faz todo o sentido: quanto mais professores no sistema, ainda que sem turma atribuída, mais votos conseguem obter. No limite, esta esquerda mentirosa e corrupta gostaria de ter um país onde todos fossem empregados do Estado.

O que custa mais é ver a pseudo direita do PSD e do CDS a darem o seu consentimento à bandalheira.

terça-feira, 25 de junho de 2019

O caos chega às escolas estatais

À pala da autonomia e flexibilização curricular, vai-se instalando o caos nas escolas. No seio dos professores abundam os extremistas de extrema esquerda e os idiotas que andam sempre à procura da última novidade, engolindo-a sem avaliarem a sua toxicidade. Deixados à solta, são um perigo para as crianças e jovens deste país.

Abundam notícias sobre escolas que deixam de dar classificações aos alunos com o pretexto de que classificar promove a desigualdade. Outras reduzem os tempos curriculares, tirando da matemática, história e português para darem às transversalidades e outras tretas.

Entretanto, a burocracia cresce por todo o lado. Relatórios e planos de melhoria ocupam grande parte dos tempos não letivos dos professores. As escolas dedicam cada vez mais recursos a tarefas que estão para além das aprendizagens. A avaliação do desempenho de professores e funcionários ocupa uma centralidade que deixou de ser dada ao ensino. 

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Currículo cangalhada

Não me ocorre melhor designação: currículo cangalhada. É de uma cangalhada que se trata. Ora vejamos. 

Cada escola redesenha o currículo como lhe aprouver e redistribui a carga horária, pelo menos 30%, criando as disciplinas que bem entender. O caos criado sob a justificação da autonomia e flexibilidade curricular será de natureza monumental. Quem fica a perder são as disciplinas essenciais, aquelas que permitem a transmissão do legado cultural e científico que a Humanidade tem vindo a criar e a construir. Menos horas para a matemática e para o português e história para acomodar uma série de inutilidades curriculares que as mentes revolucionarias vão engendrar.

A ideia meio louca de permitir que as escolas escolham a avaliação por trimestre ou por semestre vai prejudicar a mobilidade dos alunos.

O Governo de esquerda deu um passo gigantesco para a criação do currículo cangalhada perante o silêncio cúmplice da oposição dita de direita.

terça-feira, 11 de junho de 2019

A educação para a cidadania socialista é um embuste

Quando os socialistas falam de cidadania querem fazer-nos crer que só existe uma dimensão da cidadania a qual passa apenas pela dimensão social da ética.

Ignoram a dimensão pessoal da ética, aquela que nos define como pessoas boas, isto é, dotadas de virtudes intelectuais e morais que incorporadas nas nossas práticas nos permitem ser pessoas boas.

Os socialistas impõem, nas escolas, um único modelo de cidadania, a cidadania socialista, e afastam dela a dimensão pessoal da ética.

Para os socialistas, a cidadania na escola visa apenas criar homens e mulheres socialistas, formatados para abraçarem as causas e os ativismos que empurram a sociedade e a economia para o socialismo. A cidadania socialista, nas escolas, é tóxica. No mínimo, uma perda de tempo.

O bom cidadão, para os socialistas, é o homem ou a mulher profundamente comprometidos nu projeto transformador da sociedade. Quem determina e define o projeto transformador é a elite que milita nos partidos de esquerda e nas organizações que promovem o ativismo político. Sendo a elite que determina e define o projeto que vale a pena, o projeto socialista é sempre totalitário. Todos os projetos que se afastam do projeto socialista são objeto de desqualificação, rotulados ora de reacionários ora de populistas.

A recente introdução no currículo escolar da Cidadania e Desenvolvimento é a prova do que dissemos atrás. Os referenciais adotados para a Cidadania e Desenvolvimento não mencionam a dimensão pessoal da ética e ignoram as virtudes morais que nos definem como pessoas boas: prudência, justiça, amizade, honestidade, lealdade, responsabilidade, coragem e temperança.

Ao invés os valores associados ao projeto socialista são a luta de classes, a inveja e o ressentimento.

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Se puderem, afastem-se das escolas estatais

Esta é uma das mais importantes decisões que os pais podem tomar quando os filhos atingem a idade escolar: colocar os filhos num colégio privado.

Escapar à mediocridade das escolas estatais é livrar as crianças e adolescentes dos ambientes tóxicos que, em muitos casos, caracterizam as escolas do Estado. É também afastá-los da violência, confusão e anarquia. Por último, é impedir que os alunos sejam privados de professores meses a fio.

As escolas estatais deixaram de ser ascensores sociais. São becos sem saída para uma grande parte dos alunos.

Ao invés, os colégios privados proporcionam o acesso não só a ambientes tranquilos, ordenados e saudáveis mas também a um currículo e práticas exigentes.

Da mesma forma que uma família precavida investe num seguro privado de saúde para fugir da confusão, anarquia e desordem de grande parte dos hospitais do Estado, também o deve fazer quando chega a altura de tomar uma decisão sobre o futuro escolar dos filhos.

É tão simples como isto.

Os socialistas dirão o contrário, justificarão a "superioridade" das escolas estatais dizendo que promovem a diversidade e a igualdade. Mentira! Promovem a ignorância cultural, a vitimização e o ressentimento.

Hipócritas, os socialistas promovem as escolas estatais, diabolizam os colégios privados, mas, na hora da verdade, colocam os filhos nos colégios mais exclusivos e elitistas do país. Avessos à concorrência e à liberdade de escolha, os socialistas afastam da corrida os filhos das famílias mais carenciadas para que os seus filhos possam singrar e subir na vida sem esforço nem oposição,

Fazem isso com as escolas e também com os hospitais. Os socialistas controlam há quatro décadas o sistema e os serviços do Estado; sabem melhor do que ninguém o estado desastroso em que os serviços públicos se encontram e, por isso, são os primeiros a fugir deles.

domingo, 9 de junho de 2019

Uma decisão razoável: se não podem colocar os filhos em colégios, metam-nos num centro de explicações

A escola neomarxista, formadora de ativistas de tudo e de coisa nenhuma, prospera. Cada vez se ensina menos nas escolas estatais. Alunos sem professores meses a fio, professores que não ensinam nada, diretores que só dão atenção aos projetos da treta e às questões laborais de professores e funcionários.

As escolas estatais são, regra geral, uma mentira pedagógica. Os recursos humanos e materiais são espatifados em projetos da treta que apenas visam contribuir para longos relatórios de atividade que agradem às equipas de avaliação externa, elas também ao serviço do neomarxismo e do ativismo ideológico.

Os pais com poder económico reagem como podem: colocam os filhos em bons centros de explicações ou mudam-nos para colégios privados. Nos primeiros, os explicadores ensinam aquilo que os professores não fazem. Nos segundos, os alunos beneficiam de um ambiente escolar tranquilo, não têm faltas de professores e estes dedicam o seu tempo a ensinar aquilo que interessa.


quarta-feira, 29 de maio de 2019

Escola dos projetos, pedagogia sem objeto

Há muitos professores que não entendem o que se está a passar com a escola dos projetos. Habituados a engolirem tudo o que lhes chega embrulhado em progressismo, igualdade e inclusão, os professores não desenvolveram o espírito crítico nem têm o distanciamento necessário para alcançarem o grau de destruição das escolas estatais ocorrido nos últimos 4 anos.

O Governo social comunista provocou a dispersão e o enfraquecimento curriculares, focando a escola e os professores numa miríade crescente de projetos da treta, quase todos associados a alguma forma de ativismo político e a agendas promovidas pelos partidos de esquerda.

O que está a acontecer é a desestabilização das escolas, colocando-as numa posição de "sem objeto", substituindo os conteúdos sólidos por transversalidades e "soft skills"que passam ao lado do núcleo essencial de conhecimentos necessários para se ser bem sucedido na vida.

A atual desestabilização curricular, com o enfraquecimentos dos conteúdos essenciais - língua portuguesa, matemática, biologia, física e história -, visa criar cidadãos fortemente ligados à ideologia socialista, sem espírito critico, e fortemente dependentes do Estado e dos partidos que controlam a ampliam a intromissão do Estado na economia, na sociedade e na vida das pessoas.

A escola dos projetos é uma escola criadora de pobres e dependentes.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Pedagogia "nova", velha que tresanda

Publiquei o meu primeiro livro de pedagogia em 1983 com o título Mudar a Escola, Novas Práticas de Ensino (Livros Horizonte). Como o título indica, o livro apresenta e analisa um conjunto de metodologias muito idênticas às que os atuais mandantes do ME e restantes apoiantes e difusores andam a "vender" aos pobres professores como se estas fossem uma novidade. Pedagogias diferenciadas, transversalidades curriculares, trabalho de projeto são coisas velhas de séculos. 

Os atuais mandantes e ideólogos ao serviço do ME social comunista apresentam essas metodologias como se fossem da sua criação e os pobres professores nem sequer suspeitam que elas são velhas de séculos. John Dewey, no princípio do século XX, escreveu abundantemente sobre elas.

Falta aos ideólogos socialistas ao serviço do ME humildade e decência.

O pior de tudo é que os professores engolem tudo o que lhes colocam à frente e acreditam piamente que lhes estão a dar caviar quando, na verdade, a refeição não é mais do que um prato de ovas de um peixe vulgar.

Por que razão os professores engolem tudo o que os ideólogos socialistas lhes põem à frente? Por varias razões: a primeira deriva do facto de os atuais professores serem, quase todos, antigos estudantes medíocres que entraram nas escolas superiores de educação com nota de ingresso de apenas 10 valores. Outra razão deriva do facto de os atuais professores terem sofrido prolongadas lavagens ao cérebro, tanto durante o ensino básico e secundário como durante o ensino superior. É normal que fracos estudantes dêem professores medíocres. O resultado da prolongada lavagem ao cérebro anda associado a uma total dependência do Estado e dos partidos de ideologia social comunista, que arregimentaram os professores com promessas, ilusões e algumas benesses.

sábado, 16 de março de 2019

Menos história e mais propaganda socialista

Um estudo conduzido pela Associação de Professores de História concluiu aquilo que todos sabiam: as escolas que alinharam na autonomia e flexibilização curricular estão a lecionar menos 45 a 50 minutos de história por semana. O mesmo se passa com a Geografia e, muito provavelmente, com a matemática e o português.

Quem fica a ganhar com o empobrecimento curricular é a disciplina de cidadania e desenvolvimento, a tal que é uma porta aberta para os ativistas das causas fraturantes entrarem nas escolas e no currículo.


sexta-feira, 15 de março de 2019

Faltar às aulas para promover o ativismo político

Hoje, aconteceu algo com significado. O BE e demais movimentos esquerdistas que giram na sua órbita, promoveram, em Portugal, aquilo a que pomposamente deram o nome de greve pelo clima, Os ativistas pelo clima juntaram umas centenas de jovens, felizmente todas as escolas do país fizeram o que sempre fazem, houve aulas em todo o lado e, que eu saiba, não houve uma única greve.

Mas os media tradicionais abriram os noticiários com uma enorme notícia falsa: todos  falavam no sucesso da greve pelo clima.

Sem negar o direito dos alunos à manifestação, melhor seria que tivessem ido às aulas. Parece-me que quanto mais os alunos aprenderem maior será a probabilidade de encontrarmos respostas capazes de solucionarem os problemas que nos afetam, sejam eles provocados por mudanças climáticas ou por razões que têm que ver com as políticas socialistas, as quais não deixam a economia crescer e, em consequência, provocam pobreza, miséria e migrações.

Autonomia das escolas, para quê?

O Tribunal de Contas fez uma auditoria a um grupo de escolas que integraram o projeto de autonomia pedagógica e os resultados foram arrasadores. A maior parte dos objetivos não foram atingidos e os objetivos traçados não foram acompanhados de instrumentos de medida fiáveis e rigorosos.

Ou seja, uma palhaçada para inglês ver. As escolas que integram o projeto de autonomia estão inundadas de burocracia e de ideologia esquerdizante, parecendo, em muitos casos, amontoados de projetos sem coerência nem interesse científico ou pedagógico.

Não há evidências científicas de que  mais autonomia traga mais qualidade de ensino. Há estudos para todos os gostos e a esmagadora maioria dos estudos não tem metodologia rigorosa. O que se sabe ao certo é que mais autonomia anda associada a mais burocracia e menos tempo dedicado à instrução. Dar mais autonomia ás escolas é, em muitos casos, entregar a gestão do currículo a grupos de ativistas desvairados e ignorantes. Um perigo para as nossas crianças e jovens.

O que faz sentido é dotar as escolas de um currículo nacional, centrado no essencial, alocar os recursos à instrução e introduzir sistemas rigorosos de avaliação dos alunos.

O Governo da frente de esquerda fez tudo o que não se deve fazer: lançou o caos curricular ao apostar na flexibilização e redução dos tempos letivos dedicados ao português e à matemática e pôs fim aos exames nacionais. 

domingo, 10 de março de 2019

A esquerda quer acabar com a ADSE

Mais de um milhão de beneficiários da ADSE estão impedidos de acesso aos cuidados médicos nos melhores hospitais privados do país. Ninguém parece preocupado com isso. A esquerda silencia e, no fundo, bate palmas. Os beneficiários pagam 3,5% do vencimento bruto mensal. Não é coisa pouca. Um casal de professores universitários paga 3500 euros por ano para a ADSE. Daria para ter um excelente seguro de saúde privado.

Para onde foi o dinheiro dos subscritores? Desapareceu. O Estado não saqueia apenas os cidadãos e as empresas, rouba também ao próprio Estado. O Estado é uma entidade que se devora a si mesmo. A ADSE é um seguro público mal administrado, dirigido por incompetentes que fizeram carreira nos partidos e sindicatos. Como tudo o que é administrado pelo Estado, a ADSE teria que falir. Quem se lixa são os subscritores que pagaram e pagam para usufruírem de cada vez menos cuidados médicos.

Com a falência da ADSE foi dado mais um passo na direção da igualdade: todos obrigados a suportarem as listas de espera e o caos das urgência no SNS. E ter que engolir, sem hesitar, que Portugal te um dos melhores SNS do Mundo. E de tanto repetir, o Povo acredita.

Morrer à espera de uma vaga para cuidados médicos adiados sucessivamente, tal é a expressão maior do projeto igualitário da esquerda. Não é demagogia afirmar que o socialismo mata. Empobrece, saqueia e mata. Sem piedade. O socialismo é a ideologia mais cruel, desumana e impiedosa que a História já produziu. E, qual fénix renascida, falha sempre, mas sempre regressa imaculada, porque da próxima vez é que dá certo.

sábado, 9 de março de 2019

Propaganda LGBTI*-% nas escolas básicas

O Sol noticiou hoje que uma escola básica do Barreiro terá cobrado 50 cêntimos aos alunos que participaram em sessão de propaganda sobre temática LGBTI. Justificação para o pagamento: custear as deslocações de dois ativistas.

A pretexto da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, as escolas básicas e secundárias estão a abrir as portas aos ativistas LGBTI sem que os encarregados de educação sejam consultados sobre o interesse ou falta dele da temática.

A disciplina de cidadania e desenvolvimento é a porta de entrada para todos os ativismos de esquerda.  A ética tem uma dimensão pessoal e uma dimensão social.

A disciplina de cidadania e desenvolvimento apenas foca a dimensão social e, desta, apenas a componente política, deixando de lado a civilidade.


sexta-feira, 8 de março de 2019

Conan Osiris ou o triunfo da escola inclusiva

Assisti à entrevista que o vencedor do festival da canção deu ao programa 5 para a meia noite. Foi ontem. Um retrato fiel de uma certa escola inclusiva onde a cultura clássica, a cultura geral, os conhecimentos sobre o que de melhor a Humanidade criou e construiu nas ciências, artes e humanidades foram substituídos pela ignorância generalizada e vocabulário pobre.

Conan Osiris é a expressão genuína da "geração mais bem preparada de sempre". O rapaz é genuíno e merecedor de alguma simpatia. Mas o que fica da sua criação é uma pobreza de linguagem e uma falta de cultura geral atrozes. Uma linguagem que se resume a meia dúzia de palavrões: bué, curto bué, yah, caralho... ; uma pobreza que se reflete não só nas letras como também na música.

O facto de Conan Osiris ter ganho no voto popular e na votação do júri é, provavelmente, a prova do estado de anestesia, ignorância e falta de civilidade e cultura que atravessa a sociedade portuguesa.

Três anos de governo de frente de esquerda, três anos de reversões, suspensões e recuos no sistema de ensino, três anos de combate dos ativistas contra uma escola centrada no que de melhor a Humanidade criou e construiu, três anos de luta contra o rigor e o mérito só podem agravar este estado de anestesia e ignorância geral que atravessa a sociedade portuguesa.

O mal não é só de agora; vem de trás. Um país que dá 20% de votos a dois partidos comunistas é um país que se alimenta da inveja social e que recusa a cultura do mérito e do risco,  É um país que só pode empobrecer e afastar-se cada vez mais dos níveis de riqueza da média dos países da UE. Em breve seremos os últimos. Estamos quase lá.