segunda-feira, 26 de agosto de 2019

A endoutrinação através da disciplina de cidadania e desenvolvimento

A disciplina de cidadania e desenvolvimento é a principal porta de entrada da ideologia socialista nas escolas. A ideologia socialista esconde-se atrás de inúmeros disfarces, máscaras que ocultam a verdadeira realidade do socialismo, escondendo-se atrás das causas fracturantes e activismos que visam responder a falsos catastrofismos. Ontem era o buraco do ozono, hoje a destruição da Amazónia - os catastrofistas já dizem que dentro de 30 anos não há floresta na Amazónia ., há 50 anos atrás antecipavam o fim das terras aráveis, há 40 anos, diziam que o petróleo estava prestes a esgotar-se.

Os activismos, criados para responder aos catastrofismos inventados pelos esquerdistas, prestam-se a ser os conteúdos primordiais da disciplina de cidadania e desenvolvimento. Junte-se aos catastrofismos, as causas a favor das minorias LGBTI+, e ficamos com um retrato algo fiel da formatação e endoutrinação a que os esquerdistas sujeitam os alunos, tendo em vista a construção de uma mente acrítica, dependente e conformista, na qual a razão é substituída pelas paixões.

Para os esquerdistas, a educação para a cidadania só foca a dimensão social e política dos valores. É-lhes alheia a ideia de que a escola se destina a formar boas pessoas, decentes, razoáveis, autónomas, honestas, responsáveis, respeitadoras, temperadas e justas.  Só lhes interessa a formatação do novo cidadão, qual Homem Novo,  eternamente comprometido com as ilusões e distopias dos que se acham ungidos para salvar o Mundo e levar a todos uma determinada ideia de felicidade.

sábado, 24 de agosto de 2019

Escolas privadas obrigadas a aplicar o despacho da identidade de género?

A associação de colégios privados veio a público informar que os colégios privados não vão aplicar o despacho.O ME respondeu que "nim". Formalmente têm de aplicar, na prática podem fugir.

Se olharmos para o cada vez maior centralismo e jacobinismo do ME, em particular para o discurso esquerdista do secretário de estado da educação, altamente contaminado pela retórica do  BE, é fácil antecipar que o ME, através das suas brigadas de endoutrinação, de inspeção e de delacção, vai obrigar os colégios a aplicarem o despacho.

Fazem bem os colégios em recusarem aplicar o despacho. Tudo o que permita diferenciar as escolas privadas das escolas estatais é bom para as primeiras. O país precisa de uma rede nacional de colégios privados e começa a haver procura para tal. Quanto mais parvoíces e confusão curricular o ME criar nas escolas estatais, mais encarregados de educação olharão para o investimento na educação dos filhos como uma excelente opção. Os colégios privados são os únicos capazes de dar retorno ao investimento.

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

A Escola estatal é o braço não armado da construção do socialismo

O recente episódio do despacho 7247/2019 que regulamenta o modo como as escolas vigiam e fazem a gestão das sexualidades LGBTI+ é apenas mais uma etapa na supressão das liberdades individuais, tendo em vista aumentar o controlo e interferência do estado até na mais privada das intimidades.

A escola estatal é o braço não armado do Estado na construção do socialismo, criando dependências, autocensura e uma tábua de virtudes que remetem o homem branco, ocidental e heteressexual para as margens do sistema.

A pouco e pouco o homem branco, ocidental e heteressexual é visto pelo Estado socialista como alguém que carrega os pecados do Mundo, responsável único por todas as desgraças, sejam elas climáticas, veja-se a histeria em torno dos incêndios na Amazónia, sejam elas económicas ou sociais.

Pelo contrário, as pessoas que se deixam enquadrar e etiquetar numa das muitas identidades sexuais minoritárias são vistas como portadoras de virtude e pureza, residindo nelas, quiçá, a salvação do Mundo e a felicidade dos oprimidos.

Abandonados pelo operariado industrial, outrora a classe ungida dos esquerdistas, os socialistas têm vindo a recentrar o seu objeto e recursos salvíficos no lumpen.proleatriado, nos marginais, nos criminosos, nas minorias sexuais e, no fundo, em todos os grupos que tenham contas a ajustar com a civilização do Ocidente. Essa mudança de objeto e de recursos começou logo depois da 2ª guerra mundial, com os trabalhos da chamada Escola de Frankfurt, em particular Herbert Marcuse, e mais recentemente, com os trabalhos de Foucoult.

É à luz deste recentrar da esquerda em novos objetos e recursos salvíficos que se deve entender o despacho que regulamenta o controlo que a escola é chamada a fazer em matéria de sexualidades minoritárias.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Casa da Moeda devolve leis mal escritas

Alguns jornais noticiaram esta semana que a Casa da Moeda tem devolvido leis com a justificação de estarem escritas em mau português.

A ocorrência não me causou surpresa, habituado que estou a lidar com diplomas publicados em Diário da República com uma péssima sintaxe.

Verborreia, má sintaxe e deficiente pontuação são os problemas mais comuns encontrados na legislação produzida.

Esse acto que deveria envergonhar os deputados é o resultado da pressa com que se legisla e do excesso de legislação produzida. Acrescento uma terceira razão: o deficiente ensino do português.

A escola socialista metida na gestão das sexualidades e identidades de género

Com a publicação do Despacho 7247/2019,  as escolas  assumem uma nova função: a gestão e administração das sexualidades e identidades de género. 

Atingem um novo patamar de intervenção na vida privada dos alunos e, a pretexto da tolerância, sigilo e confidencialidade, constroem um enorme big brother, sacando informações sobre a vida sexual dos alunos, gerindo a vida sexual deles, com particular destaque para todos os que evidenciarem comportamentos e atitudes que os controladores sexuais  cataloguem como caindo na categoria gay, lésbico, bi-sexual, trans-sxual, inter-sexual, etc. 

Os controladores sexuais gostam de criar categorias e identidades específicas pelo que o número de categorias não cessará de aumentar com o passar do tempo e o exercício de imaginação dos controladores.

O referido despacho é um bom exemplo do como a mente revolucionária opera: cria categorias específicas, saídas da imaginação dos ativistas, associa essas categorias a discriminação e opressão e, de seguida, cria uma estrutura política e burocrática para as combater. Para que a estrutura política e burocrática possa engordar, o número de categorias e identidades específicas, não pode parar de crescer. 

O despacho obriga as escolas a nomearem um controlador, alguém com um perfil adequado às funções exigidas: andar a meter o nariz na vida sexual dos alunos, recolher informação "confidencial", criar um caso de opressão ou discriminação, meter os alunos alvo de opressão sexual numa categoria, gay, lésbico, bi-sexual,  trans-sexual ou inter-sexual, acompanhar e reforçar as identidades  específicas e, por último, dar formação, leia-se, fazer lavagem ao cérebro, aos restantes docentes da escola.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Educação para o empreendedorismo ou ensinar a fazer negócios à custa do contribuinte?

Uma das transversalidades incluídas na nova disciplina Cidadania e Desenvolvimento é o empreendedorismo. Nada contra, não fosse o conceito de empreendedorismo  inserto nas orientações aprovadas pelo ME cheirar em demasia a socialismo.

Há dois conceitos divergentes de empreendedorismo: 

O conceito que foca o uso de estratégias para sacar dinheiro ao Estado, inventando novos direitos supostamente associados a prementes necessidades humanas que o Estado urge saciar. É o empreendedorismo socialista à custa do contribuinte que acabará por pagar sempre a cumplicidade entre Estado e empreendedores. O PS, o PCP e o BE são, nesta perspetiva, grandes empreendedores. O empreendedorismo potencia o crony capitalismo, a dependência e a caça ao subsídio. Os partidos de esquerda,  as ONG e o chamado "terceiro setor", nomeadamente Misericórdias e IPSS, são o exemplo acabado do conceito de empreendedorismo socialista.

O conceito que encara o empreendedorismo como criação de riqueza fora da alçada do Estado, tendo em vista a criação de produtos e serviços vocacionados para saciar necessidades do mercado, e, em simultâneo, dá poder ao indivíduo, tornando-o senhor de si mesmo, capaz de se realizar fora do controlo do Estado, não existe nas orientações do ME porque esse empreendedorismo é contrário ao socialismo.

Assim, tal como há dois conceitos opostos de educação para a cidadania - a cidadania liberal e a cidadania socialista -, também há dois conceitos de empreendedorismo: o que o ME quer  divulgar e transmitir, visando a criação de cidadãos dependentes do Estado, subservientes e conformistas,  e o que permite aos jovens a conquista da soberania, do ser-se senhor de si mesmo, e que conduz a manter o Estado o mais possível fora das vidas deles.




terça-feira, 13 de agosto de 2019

Os inimigos da liberdade capturaram o currículo do ensino básico

A última legislatura foi marcada pela crescente captura do currículo do ensino básico pelos inimigos da liberdade. A frente social comunista, composta pela coligação PS, PCP e BE, os três partidos inimigos da liberdade, tem vindo a executar um conjunto de medidas tendo em vista o redesenho do currículo, reduzindo o espaço para os conteúdos, validados pela Ciência e pela Tradição, e ampliando e reforçando o espaço para as causas fraturantes, as bandeiras políticas do projeto revolucionário encabeçado pelos inimigos da liberdade. 

Entre as medidas de reforço da captura do currículo estão o fim dos exames nacionais nos 4º e 6º anos, a redução dos tempos letivos da matemática, português e história em benefício da afirmação curricular da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, o cavalo de Tróia dos inimigos da liberdade.

A publicação dos referenciais para a Cidadania e Desenvolvimento permite não só aumentar o poder e a influência dos ativistas na escola, sejam eles professores ou membros das ONG, mas também formatar as mentes dos jovens, preparando-os para aceitar acriticamente o projeto revolucionário.

Uma das estratégias que facilita a adesão acrítica dos jovens aos projeto revolucionário anti-capitalista e anti-ocidental é a transmissão das visões catastrofistas sobre alterações climáticas, entendidas como o resultado direto da economia capitalista.

Outra estratégia é o envolvimento dos jovens em projetos de combate a todas formas de assédio - moral, sexual e laboral, reais ou imaginários, - fazendo de cada aluno um militante ativo na construção de uma sociedade anti-patriarcal e anti-família tradicional. Neste quadro, assume importância particular a exposição dos alunos, desde logo do 1º ciclo do ensino básico, com particular reforço nos 2º e 3º ciclos, às novas sexualidades, tais como evidenciadas militantemente pelas organizações LGBTI+.

Os referenciais publicados pelo ME têm em vista a construção de cidadãos participativos, capazes de combaterem ativamente pela igualdade e inclusão tendo em vista o exercício da cidadania ativa. Entenda-se por cidadania ativa a participação nos movimentos transformadores enquadrados pelas bandeiras e causas que dão forma ao projeto revolucionário encabeçado pelos três partidos inimigos da liberdade: PS, PCP e BE.

A pouco e pouco as escolas vão sendo policiadas pelas brigadas dos costumes, da linguagem e do pensamento, brigadas essas que impõem a nova "normalidade"e prescrevem o que é proibido e objeto de censura e perseguição. Na escola, como na sociedade mais geral.

A nova normalidade associa a bondade virtuosa às novas sexualidades e aos novos arranjos familiares e estabelece uma causalidade entre o estatuto e o poder do homem branco ocidental e a violência doméstica e a opressão das mulheres.